Hebrew Language Tools: Biblical Hebrew
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Learn the Hebrew Alphabet: Step-by-Step at the University of Washington, Department of Near Eastern Languages & Civilization
Blog acadêmico de temas bíblicos com ênfase nos Estudos Judaicos (na área bíblica).
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The Online Judaica Digital Library - Uma dica muito interessante de J.Hobbins do blog Ancient Hebrew Poetry: “The Library has a nice search function that works well in English and Hebrew. The Library includes the excellent NJPSV Hebrew-English Tanakh and many volumes in the classic International Critical Commentary (ICC)”.
Religião e compromisso social: um estudo a partir do movimento de Jesus.
Dissertação de mestrado em Ciência da Religião (UNICAP).
Data da defesa: 2007.
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo estudar a relação entre Religião e Compromisso Social a partir do movimento de Jesus. Por meio da bibliografia histórica e da sociológica, procura-se identificar os grandes problemas da sociedade em que Jesus estava inserido (Palestina do século I, sob a dominação do Império Romano). Utilizando a bibliografia bíblica atual, faz-se uma incursão no texto de Marcos para identificar a atuação de Jesus, motivada pela compaixão que demonstrou pelas multidões excluídas. A pesquisa revela que Jesus, em suas palavras e, sobretudo em seu testemunho pessoal, apresenta orientações claras ao discipulado para que também se sensibilize com a causa das multidões excluídas e de cada pessoa em particular. A pesquisa mostra também que a atuação de Jesus e do seu movimento, além de denunciar a profunda injustiça social a que estavam submetidas as multidões marginalizadas, sugere uma prática comprometida com mudanças efetivas nas relações sociais, motivada por princípios religiosos.
A permanência dos princípios judaico-cristãos do perdão e da pena no atual direito penal brasileiro.
Dissertação de mestrado em Ciência da Religião (UNICAP).
Data da defesa: 29/08/2007.
Resumo: Este trabalho estuda a partir do Deuteronômio a permanência de princípios da Lei da Aliança, de origem divina, e posta à obediência do povo escolhido na lei penal brasileira.. Considerada como uma lei natural, por já estar no coração de cada um, ela dirigiu o destino do povo judeu com base em um equilíbrio social obtido com a concessão do perdão quando da violação da lei. O Decálogo, especialmente nos mandamentos que dizem respeito às relações entre os homens, assume o papel de um projeto de vida que sobreviveu ao longo da história a todas as mudanças ocorridas. Entre as últimas, a secularização e as radicais transformações na economia e nos objetivos perseguidos pelo Estado. A permanência daqueles princípios da religião judaico-cristã que regem a pena e o perdão, na Lei Penal moderna de origem estatal, disciplinando comportamentos em uma sociedade tão diversa, é um sinal de permanência do sagrado.
Imagens monetárias na Judéia/Palestina sob dominação romana
Vagner Carvalheiro Porto
Tese de doutorado em Arqueologia (USP).
Data da defesa: 30/03/2007.
Resumo: Foi nossa intenção neste trabalho estudar a imagética das emissões locais das vinte e três cidades cunhadoras da Palestina, durante os séculos II a.C. ao II d.C., a fim de entender em que medida a tipologia dessas emissões locais revelam a afirmação política e/ou contraposição à dominação romana no caso das populações locais e os aspectos de instrumentalização política da moeda por parte dos romanos. Também foi nossa intenção neste trabalho, a partir dos estudos monetários, analisar a paulatina influência que a civilização romana estabelecera na região da Palestina, assim como seu relacionamento com a cultura grega e hebraica já presentes na região. Para tanto analisamos as moedas que foram cunhadas nas cidades costeiras: Acco (Ptolemaida), Ascalon (Ashkelon), Cesaréia Marítima, Dora (Dor), e Gaza; nas cidades do interior: Jerusalém (Aelia Capitolina), Citópolis (Nysa, Beth-Shean, Beisan), Gaba, Gamala, Marisa (Maresh), Neápolis (Nablus, Shechem), Sebaste (Shomron, Samaria), Séforis (Zipori, Diocaesarea) e Tiberíades (Tveriah) e nas cidades da Transjordânia: Bostra (Beser), Canata (Keneth), Filadélfia (Rabbat Ammon), Gadara (Gader), Gerasa (Geresh), Hippos-Susita, Panias (Cesaréia Filipe, Banias), Pella (Pehal), e Petra (Reqem) durante o período acima apontado; procuramos nos aprofundar no estudo das fontes textuais e da bibliografia existente; e por fim utilizamos os métodos de análise disponíveis para a iconografia monetária de sorte a atingirmos os objetivos propostos.
tdeVagnerCarvalheiroPortoTomo1.PDF (7.25 Mb)
tdeVagnerCarvalheiroPortoTomo2.PDF (48.74 Mb)
Em Jerusalém – Der Spiegel, em 27/12/2008.
Yona Metzger, o rabino-chefe Ashkenazi de Israel, fala com a "Spiegel Online" sobre Abraão como pai de todas as três religiões monoteístas - o islamismo, o cristianismo e o judaísmo - e explica como esta conexão poderia ser um ponto de partida para um diálogo de paz entre elas.
Spiegel Online: Rabino-chefe, os judeus se referem a Abraão como "Nosso Pai Abraão". Quão difícil é para você aceitar o fato de cristãos e muçulmanos também chamarem Abraão de pai deles.
Metzger: Nem um pouco difícil. Isso se encaixa muito bem na religião judaica. Uma análise da palavra "Abraão" revela que é construída a partir das palavras "pai de muitas nações". Logo, se os muçulmanos se associam a Ismael, o filho de Abraão, ou os cristãos se associam ao neto de Abraão, Esaú, ou nos associamos ao seu outro neto, Jacó, então três grandes religiões monoteístas nasceram dele.
Spiegel Online: Qual é a função de Abraão na Bíblia?
Metzger: O grande filósofo judeu Maimonides explicou isso de forma bem impressionante. Deus criou vários objetos no céu. O Sol, por exemplo, a Lua e as estrelas - todos eles bem acima de nós. Isso foi entendido como significando que Deus queria que os respeitássemos mais do que as coisas que foram criadas na Terra. Gradualmente, as coisas se desviaram. Em vez rezar diretamente para Deus, as pessoas transformaram os objetos em alvos de suas orações.
Spiegel Online: Eles adoraram ídolos.
Metzger: Quando Abraão chegou, ele viu o Sol nascer, se pôr e o mundo girar e pensou, quem está causando todo este movimento? É preciso haver alguém acima disso tudo. Então, ele basicamente disse: "Vocês pararam na metade do caminho. Há alguém acima desses objetos que vocês adoram! Então por que procurar os ministros? Vamos diretamente ao rei". E então ele iniciou uma jornada que tocou muitas pessoas. Juntamente com sua esposa, Sara, ele viajou de um lugar para outro e desenvolveu a filosofia da crença no Deus único. De forma lenta, mas certa, muitas pessoas se reuniram ao redor dele e, hoje, grande parte da população do mundo é monoteísta: cristãos, muçulmanos, judeus...
Spiegel Online:...3,5 bilhões de pessoas...
Metzger: Talvez até mais. Eu me reuni com líderes da religião hindu, que eu tinha certeza que eram adoradores de ídolos, mas seus líderes disseram que também acreditam em Deus - apenas que chegam até Ele através dos ídolos. E alguns budistas disseram que o Buda é apenas uma visão de mundo, não uma crença religiosa. Nós vemos que grande parte do mundo realmente segue o caminho de Abraão.
Spiegel Online: Mas é possível ter a sensação de que os judeus se consideram os originais e que os cristãos e muçulmanos são apenas "cópias".
Metzger: Bem, do ponto de vista histórico foi assim. Jesus foi um judeu. Posteriormente o cristianismo veio ao mundo e depois o Islã. Esses foram os passos, historicamente - não o inverso. Quando Jesus foi para Jerusalém, ele não estava familiarizado com a igreja ou com a missa - certamente. Ele só conhecia uma coisa: o Templo Sagrado. Após o tempo dele, o restante foi desenvolvido por seus discípulos.
Spiegel Online: Mas os cristãos destacam que Abraão acreditava em Deus antes de ser circuncidado e de fato se tornado judeu.
Metzger: Abraão não teve rabino, não teve professor. Ele aprendeu a lei com seus kishkes, como dizemos em iídiche, "com seus próprios rins". Isso quer dizer, ele aprendeu por conta própria. É interessante notar que a Torá chama Abraão de Ivri, "um hebreu".
Spiegel Online: É importante para você se Abraão foi de fato um personagem histórico real? Historiadores e arqueólogos não encontraram qualquer prova clara de que Abraão existiu.
Metzger: Eu acredito plenamente que a Bíblia representa a verdadeira história do mundo. Quando historiadores ou arqueólogos encontram provas, ficamos contentes, mas não precisamos delas.
Spiegel Online: Quando se olha pelo ponto de vista histórico, muito sangue foi derramado em nome da religião. Como um diálogo pode ser conduzido entre as religiões?
Metzger: Veja, Abraão especificamente é de muita ajuda em relação ao diálogo - e vou lhe dar um exemplo. Certa vez eu me encontrei com um líder iraniano. Ele era um dos chefes dos aiatolás. Inicialmente, ele não quis apertar minha mão, mas no final eu me virei para ele e perguntei: "Você acredita que seu antepassado era Abraão?"
Spiegel Online: Ibrahim, como os muçulmanos o chamam em árabe.
Metzger: Sim, Ibrahim. E ele respondeu: "Sim". Eu disse a ele que também acredito que meu pai era Abraão. Então lhe perguntei: "Você acredita que nosso antepassado ficaria satisfeito hoje -lá no céu- ao ver um de seus filhos se matando para matar outro de seus filhos? Que pai ficaria contente com algo assim?" Ele não soube responder.
Spiegel Online: Então Abraão poderia servir como veículo para um diálogo?
Metzger: Sim. Mesmo que você tenha um irmão que acredita não ser uma boa pessoa e pensar que o mundo precisa ser muçulmano -não mate! Se quiser, fale, coloque o assunto na mesa e seja culto. Como qualquer pai, Abraão esperaria que seus filhos se sentassem à mesa em vez de se matarem.
Spiegel Online: Você pode dar outro exemplo de diálogo?
Metzger: Durante um recesso, em uma conferência que ocorreu na Europa, um dos chefes dos Tribunais Muçulmanos na Jordânia me convidou para tomar uma xícara de café no lobby do hotel. Nós nos sentamos por cerca de meia hora. Eu comecei a lhe falar sobre alguns dos meus problemas; eu lhe falei sobre minha família, meus filhos, algumas questões envolvendo os rabinos e os rabinos-chefes abaixo de mim e as responsabilidades que tenho. Ele me falou sobre seus problemas. E no final ele se levantou, apertou minha mão e me disse: "Agora, após você ter me contado todas as suas histórias, e após eu ter lhe contado todas as minhas, eu não posso odiar você".
Spiegel Online: O senhor acredita que pessoas religiosas estão melhor equipadas para conduzir o mundo à paz?
Metzger: Certamente. Meu sonho é criar uma Nações Unidas Religiosa - assim como existe a Organização das Nações Unidas em Nova York. Os diplomatas não tiveram sucesso em conduzir o mundo à paz. Eles precisam de ajuda. E isto pode vir por meio da linguagem religiosa. Porque um muçulmano não respeita uma pessoa secular; ele só respeitará se você for religioso. Estas Nações Unidas Religiosa também incluiria hindus e budistas. Nós religiosos falamos a mesma língua.
Tradução: George El Khouri Andolfato
A sensibilidade na tradução bíblica: aspectos lingüísticos e socioculturais
Mariú Moreira Madureira Lopes
Dissertação de mestrado em Português (UPM)
Data da defesa: ano de 2008.
Resumo: Além de seu aspecto instrucional ou dogmático; a Bíblia é considerada um livro sagrado que rege o comportamento humano e desencadeia um valor sentimental por parte daquele que o sacraliza. Todavia; a maioria de seus leitores somente a acessa por meio da tradução. Assim; se; por um lado; tem-se um objeto quase intocável; que não pode ser burlado ou defraudado; por outro; observa-se a tradução como uma ferramenta que ‘toca’ essa modalidade de texto e; por assim proceder; sujeita-se à total sacralização ou à total desmoralização. É nesse impasse que esta pesquisa se estabelece; pois; segundo Simms (1997); a Bíblia caracteriza-se como um texto sensível; tendo em vista que sua tradução pode provocar objeções da parte dos receptores que esperam a reprodução do ‘Original’ tal como fora deixado por Deus. Nessa perspectiva; são de especial valia para exame da obra as teorias funcionalistas da linguagem; que levam em consideração não só os aspectos lingüísticos mas também os pragmáticos. Com esse fundamento; o trabalho observa a sensibilidade na tradução bíblica; à luz das características do contexto de situação (‘campo’; ‘teor’ e ‘modo’) e das metafunções (‘ideacional; ‘interpessoal’ e ‘textual’); propostas por Halliday (1987). Para isso; fez-se um estudo comparativo de aspectos lingüísticos na Carta de Paulo aos Efésios; em três versões mais usadas no meio protestante na atualidade: Versão revista e atualizada - 2ª edição; Nova versão internacional e Nova tradução na linguagem de hoje. Além disso; também se elaborou um questionário cujas questões visavam a analisar expectativas do receptor referentes à tradução. Objetiva-se; portanto; com este estudo; verificar aspectos lingüísticos e socioculturais que subjazem às versões bíblicas portuguesas estudadas e que se supõem presentes na mentalidade do receptor da atualidade; promovendo; assim; uma discussão sobre as peculiaridades existentes na tradução de textos sagrados; dentre as quais se destacam nesta pesquisa: a natureza sagrada do texto; a linguagem da religião e o enfoque tradutório.
A cultura clássica e o magistério de Paulo de Tarso
Maria de Lourdes Silva Barros Cavicchioli
Dissertação de mestrado em Educação (UEM)
Data da dissertação: ano de 2005.
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo compreender historicamente as relações estabelecidas entre o cristianismo primitivo e a cultura clássica; no primeiro século da era cristã. O contado com tal cultura oportunizou ao cristianismo a apropriação de fundamentos do pensamento filosófico greco-romano; o que possivelmente contribuiu para o enriquecimento da própria doutrina cristã. Esse contato estabelecido marcou profundamente a nova religião; provocando mudanças substantivas no comportamento dos povos pagãos. As transformações sociais ocorridas no século I d.C.; no Império Romano; levaram a filosofia a buscar amenizar os problemas vividos pelo homem desse momento histórico; criando alicerces teóricos que deram nova orientação para a sociedade em crise. Assim; destaque especial teve a filosofia estóica romana; postulada por Sêneca; que propôs preceitos de uma doutrina moral; que viesse conduzir o homem para um estado de felicidade; o “bem viver”. Nesse direcionamento; a preocupação deste estudo foi verificar as possíveis influências recebidas por Paulo de Tarso na organização de seu magistério evangelizador que; provavelmente; fundamentado pelas necessidades que se impunham na prática social em curso; lançou mão de categorias e de conceitos da filosofia grega; em especial do estoicismo; o que contribuiu para o enriquecimento da fundamentação da doutrina nascente para a formação do homem cristão. Em face disso; Paulo de Tarso torna-se uma das personagens mais importantes desses primeiros momentos do cristianismo primitivo; pois além de dar maior fundamentação para a formação do corpo teórico de sua doutrina; foi responsável pelo seu caráter universalista; ao romper com o particularismo dos grandes apóstolos e ao tornar os ensinamentos de Jesus uma proposta pedagógica universal.
Veja mais:
Para que possamos tratar das relações judaico-cristãs até o século IV devemos, primeiramente, fazer uma análise da religião judaica e de seu contexto dentro do mundo antigo. O judaísmo do período da ocupação romana não era como o conhecemos hoje. >>> Leia mais o texto de José Papo, clique aqui.
Mara Liz Hernandes Ferrentini
Dissertação de mestrado em Ciência da Religião
Universidade Presbiteriana Mackenzie - São Paulo
Data da defesa: setembro de 2007.
Resumo: Primeiramente a pesquisa se concentrou de maneira aproximativa e panorâmica nos símbolos religiosos das religiões primitivas, dando uma explanação para compreensão religiosa nos primeiros estágios da humanidade. Em seguida a pesquisa concentrou-se no universo simbológico dos sistemas judaico e cristão. Dissertando sobre a simbologia básica nas duas tradições religiosas, bem como esquadrinhou sua evolução simbológica, por meio de referencias antropológicas e filosóficas. Por fim a pesquisa demonstrou claramente a presença do judaísmo em solo cristão. Conferindo ao cristianismo sua notória autonomia, porém com bases evidentemente judaicas.
Palavras Chave: Símbolos Religiosos, evolução simbólica, judaísmo e cristianismo.
Paulo de Tarso: a sua relevância atual
IHU online – Revista do Instituto Humanitas Unisinos
SÃO LEOPOLDO, 22 DE DEZEMBRO DE 2008 - EDIÇÃO 286
Entrevistas
PÁGINA 06 | Hermann Häring: Paulo, o universalismo e a Ética Mundial
PÁGINA 11 | Alain Gignac: A redescoberta de Paulo pela pós-modernidade
PÁGINA 17 | Rémi Brague: Antecipando os slogans da modernidade
PÁGINA 20 | Jean-Claude Eslin: O universalismo paulino
PÁGINA 22 | Jerome Murphy O’Connor: Paulo: um novo sentido para a igreja de hoje
PÁGINA 25 | Maria Clara Bingemer: Paulo e a Carta aos Romanos: a Igreja e a Sinagoga
PÁGINA 29 | Diane Kuperman: Fraternidade judaico-cristã: a busca pelo diálogo
PÁGINA 32 | Eduardo Pedreira: Um plantador de igrejas
Veja mais:
Jornal do Brasil, Vida: Saúde e Ciência, página 21, em 25/12/2008.
Qual o verdadeiro dia do Natal?
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, Astrônomo
Existem eventos que, pela sua natureza, quase que não são questionáveis. Um deles re-fere-se ao Natal. Habituados que estamos a comemorá-lo todos os anos em 25 de dezembro, jamais poderíamos supor que o nascimento de Jesus tivesse ocorrido em outra data. No entanto, é justamente o nascimento de Cristo o acontecimento histórico que mais tem atraído a atenção de diversos astrônomos, em particular daqueles interessados em problemas históricos e preocupados com a procura de uma explicação racional para o grande mistério da Estrela de Belém.
Por definição, Jesus nasceu no ano 1 da nossa era, pois o seu nascimento é o evento que marcou o início da era cristã. Na realidade a verdade é outra. Tudo começou em 525 d.C., quando Dionísio, o Pequeno, ao fixar o nascimento de Cristo em 25 de dezembro, efetuou um erro de cálculo da ordem de pelo menos cinco anos. Ele não havia considerado nem o zero (algarismo que seria introduzido na Índia no século
Em que dia do ano nasceu Cristo? O Natal, em 25 de dezembro, começou a ser celebrado em todo o mundo como o dia do nascimento de Jesus depois do ano 336 d.C. Antes, essa data era aceita com o solstício do inverno no hemisfério Norte. Era o meio do inverno, a partir do qual os dias começavam a se alongar. A festa pagã do dies solis invicti natalis, ou seja, o dia do nascimento do Sol invicto era celebrado no dia que coincidia com a estação durante a qual os trabalhos cessavam.
Nesse dia em que o Sol começava a se dirigir para o Norte; as casas eram decoradas com árvores, presentes eram trocados entre os amigos, ceias e procissões eram efetuadas pelos povos pagãos em homenagem ao Sol, que voltava à sua posição elevada. Como os primeiros cristãos comemoravam esse feriado, a Igreja decidiu transformar tal cerimónia pagã numa festa cristã. Assim, o dia 25 de dezembro passou a representar o dia do nascimento de Cristo.
No Oriente, o nascimento foi inicialmente celebrado em 6 de janeiro, data que estava associada à Estrela de Belém. Essa comemoração tinha como objetivo substituir a cerimônia pagã que em 6 de janeiro se comemorava no tempo de Kore em Alexandria e em algumas regiões da Arábia, quando se celebrava Kore, a virgem, que deu à luz Aion.
Palpites
Em 194 d.A., Clemente de Alexandria propôs a data de 19 de novembro do ano
Segundo os relatos da Bíblia, o nascimento de Cristo pode ser determinado em função de São João Batista. Assim Zacarias, o pai de João Batista, foi o sacerdote da travessia de Abia (Lucas 1.8) que teria servido no templo na sexta semana depois da Páscoa, semana anterior ao Pentecoste. Como todos os sacerdotes também serviram durante o Pentecoste, Zacarias teria deixado Jerusalém para sua casa no décimo segundo dia do mês do calendário israelita Sivan, ou seja, em 12 de junho do nosso calendário. Ora, como Isabel, sua esposa, concebeu seu filho depois do seu retorno (Lucas 1.24) conclui-se que João Batista deve ter nascido 280 dias mais tarde, ou seja, nas vizinhanças do dia 27 de março. Lucas (1.36) registrou ser Cristo seis meses mais jovem que João Batista, o que faz ter o nascimento de Cristo ocorrido em setembro seguinte, ou seja, no outono do ano
A primitiva tradição cristã registrava que Jesus nasceu um dia depois de um Sabbath judeu, isto é, em um domingo. Crenças astrológicas tradicionais indicam, como dia mais provável, o sábado, dia 22 de agosto de
Veja mais:
Astrônomo diz que Jesus pode ter nascido em junho
"Eis o Homem!" Assim Jesus foi apresentado à multidão pelo governador Pôncio Pilatos naquela manhã escaldante na Judéia. O Homem iria a julgamento. A apresentação não esclarecia quem era aquele judeu, que se dizia filho de Deus, e por que ele incomodava tanto a ponto de ser condenado a morrer na cruz. Mas ao mesmo tempo ela dava uma dimensão muitas vezes esquecida de Jesus Cristo, adorado por milhões de fiéis ao longo dos séculos: ele também foi um homem.
Quase dois mil anos se passaram, e a humanidade ainda se pergunta que tipo de existência teve Jesus. Era o messias tão aguardado ou apenas um homem com idéias muito diferentes, em um tempo de tantos conflitos? Nas últimas décadas muitos estudiosos têm se debruçado a estudar e descobrir mais detalhes sobre a vida dele. Manuscritos e novos sítios arqueológicos foram encontrados, revelando novas informações, mas também derrubando alguns mitos sobre o seu tipo de vida.
Um deles é que o dia de hoje não corresponde à data de seu nascimento. Tudo indica que teria vindo ao mundo cerca de
Minoria cristã luta para manter viva sua cultura em cidade onde Jesus viveu
O Globo, Mundo, página 16, em 25/12/;2008 - Em Nazaré, cidade que viu Jesus crescer, os cristãos celebraram o Natal com o desejo de preservar sua identidade religiosa, minoritária em Israel e na comunidade árabe, de maioria muçulmana, e de evitar que a redução acelerada da população acabe com as tradições cristãs na região.
Apesar de a cidade de Belém, na Cisjordânia, atrair todas as atenções no Natal por ser o lugar em que, segundo a tradição, Jesus nasceu, Nazaré — encravada na região bíblica da Galiléia — também se enfeita para a comemoração.
Jesus, segundo relatos dos Evangelhos, passou quase toda a sua vida e fez seu primeiro sermão em Nazaré, na época um pequeno povoado cujo nome derivou o termo cristianismo nas línguas árabe e hebraica.
Mas o ambiente aparentemente festivo na cidade esconde o temor de que as tradições do lugar estejam com os anos contados.
— Sofremos perseguições e massacres há mais há dois mil anos, mas estamos aqui. Agora, corremos o risco de desaparecer, e nossas tradições vão junto. O pior é que ninguém está se importando — disse o cristão Fuad Farah.
Os árabes cristãos, que nos anos 70 eram 10% da população da Israel, hoje representam 1,7%, percentual que está diminuindo a cada dia. Nazaré, que em 1948, ano da fundação de Israel, tinha 57% da população árabe cristã, viu esse índice despencar para os 32% de hoje. Segundo especialistas em população, o número de árabes cristãos que deixa Israel não compensa o número de nascimentos. Se essa tendência não se reverter, as tradições cristãs poderão virar passado nas terras onde Jesus viveu.
Peregrinos retornam a Belém para o Natal
Enquanto isso, em Belém, milhares de peregrinos cristãos se reúnem esses dias em torno da Praça da Manjedoura sob forte esquema de segurança da Autoridade Nacional Palestina.
Cerca de 500 agentes chegaram de cidades da Cisjordânia como Ramallah e Jericó para garantir a segurança durante as festas de fim de ano.
— Esperamos 40 mil visitantes em Belém esta semana — informou Khouloud Daibes-Abu Dayyeh, ministro do Turismo palestino.
O turismo entrou em colapso após o início da segunda intifada, em 2000. Mas este Natal, a procura nos hotéis aumentou. Enquanto a Faixa de Gaza está à beira de uma grande crise com o fim da trégua entre o Hamas e Israel, o declínio da violência na Cisjordânia atrai turistas.
— A melhora na segurança significa que teremos números maiores. Estamos nos esforçando para restaurar o turismo — disse Dayyeh.