Estudos Bíblicos

sábado, 28 de novembro de 2009

A homossexualidade na Bíblia Hebraica: um estudo sobre a prostituição sagrada no antigo Oriente Médio

A homossexualidade na Bíblia Hebraica: um estudo sobre a prostituição sagrada no antigo Oriente Médio

Sérgio Aguiar Montalvão

Dissertação de mestrado em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas (USP)

Data da defesa: 07/05/2009.

Resumo: O trabalho tem o objetivo de apresentar a homossexualidade na Bíblia Hebraica através das passagens de Levítico 18:22, 20:13, Deuteronômio 22:5, 23:18-19, 1º Reis 14:24, 15:12, 22:46 e 2 Reis 23:7; analisar as relações da prostituição cultual masculina dos termos encontrados em Deuteronômio 23:18-19 (qadesh e keleb); os termos da região do Oriente Próximo com o papel da adoração ritual homossexual (qaditu e assinu); as deidades rituais com o rito masculino (Asherah de 2º Reis 23:7 e a Astarte de Kítion do Chipre relacionada ao keleb em Deuteronômio 23:18-19) as quais estão relacionadas aos ritos de fertilidade; trabalhar o contexto histórico no qual a homossexualidade ritual se desenvolveu em Israel e Judá (1º Reis 14:24, 15:12, 22:46 e 2º Reis 23:7); e com a questão das abominações e interditos tanto da homossexualidade (Levítico 18:22 e 20:13) quanto do travestismo (Deuteronômio 22:5). A pesquisa será realizada através de diversos estudos de acadêmicos que discorreram sobre o tema da homossexualidade na Bíblia Hebraica e sobre as suas questões levantadas e conclusões.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Livro chama povo judeu de "invenção"

Último Segundo (24/11/2009): Livro chama povo judeu de "invenção": Apesar dos registros históricos incompletos e fragmentados, especialistas geralmente concordam que algumas crenças da histórica judaica simplesmente não se sustentam: não houve uma expulsão repentina de todos os judeus de Jerusalém em 70 a.C., por exemplo. Além disso, os judeus modernos devem sua ancestralidade tanto aos convertidos do primeiro milênio e da Idade Média quanto aos judeus da Antiguidade. >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 22 de novembro de 2009

Vaticano cria o ‘iBreviary’

IHU (22/11/2009): Vaticano cria o ‘iBreviary’: Em um passo a mais para anunciar o Evangelho através dos instrumentos que a tecnologia oferece, o Vaticano pôs em marcha o “iBreviary”, um aplicativo que coloca ao alcance de todos através do telefone iPhone o Breviário, livro que contém as razões eclesiásticas de todo o ano. A reportagem está publicada no Periodista Digital, 19-11-2009. A tradução é do Cepat. >>> Leia mais, clique aqui.


Veja mais:

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Jesus, a Galiléia e o Império: protesto e ação contra a desordem mundial ontem e hoje - Entrevista com Richard Horsley

Revista de Estudos da Religião - REVER (junho - Ano 9 – 2009): Geografia da Religião – perspectivas e abordagens

Título: Jesus, a Galiléia e o Império: protesto e ação contra a desordem mundial ontem e hoje - Entrevista com Richard Horsley

Autor: Jorge Claudio Noel Ribeiro Júnior

Texto HTML - Texto PDF [páginas 143-152]

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Simpósio de Pesquisa Bíblica da ABIB-RJ

domingo, 15 de novembro de 2009

Chanuká 2009 / 5770


Chanuká 2009 / 5770

11-18 de dezembro, 2009 – 25 de Kislêv - 2 de Tevet



Coélet: contestador ou construtor de uma nova sabedoria?

Coélet: contestador ou construtor de uma nova sabedoria?

LILIA LADEIRA VERAS

Tese de doutorado em Ciências da Religião (UMESP).

Data da defesa: 2005.

Resumo: O livro de Coélet foi objeto de muitos debates entre seus estudiosos, tanto no que se refere ao seu autor quanto nos aspectos relativos à linguagem, à forma e ao conteúdo e muitos desses aspectos constituem-se, ainda hoje, em questões abertas. A estrutura, a unidade e a seqüencia lógica do livro não são óbvias e seu texto não apresenta temas delimitados, o que dificulta a divisão do livro para análise. Vários temas destacam-se como essenciais à mensagem que o autor parece transmitir e, em quase todos eles, a impressão do leitor é de que Coélet quis contestar a sabedoria tradicional, principalmente no que se refere à crença na retribuição, o que denuncia e agrava a crise vivida pela sabedoria de então. Mas um olhar mais penetrante mostra que essa contestação do autor serviu não apenas para demolir uma doutrina que ele julgava obsoleta mas, principalmente, para abrir caminhos e construir fundamentos para uma nova mentalidade. E o cristianismo com sua “boa nova” encontrou acolhida entre os que estavam abertos a essa nova mentalidade tão propícia a idéias renovadoras.


Veja os arquivos:

A ruína da elite de Jerusalém e Judá em Jeremias 2 - Estudo da profecia do jovem Jeremias

A ruína da elite de Jerusalém e Judá em Jeremias 2 - Estudo da profecia do jovem Jeremias

Roberto Natal Baptista

Tese de doutorado em Ciências da Religião (UMESP)

Data da defesa: 28/11/2008

Resumo: Esta pesquisa exegética parte do método histórico-crítico, inserido na hermenêutica latino-americana, para analisar os textos do jovem Jeremias, mais exatamente, o capítulo 2 do seu livro. Este livro, aliás, pela sua riqueza literária somada ao seu conteúdo profético, é um dos mais amados e lidos pelos cristãos e demais amantes deste tipo de literatura. E a produção de textos referentes a Jeremias na pesquisa exegética é abundante, principalmente as porções da “nova aliança” (Jr.30-31) e das “profecias contra as nações” (Jr.46-51), além do bloco 37-45. Todavia, a pesquisa a respeito dos primeiros capítulos de Jeremias, ao contrário, tem sido muito pouco valorizada. Há, ainda, muitas controvérsias sobre onde situar na história esses capítulos iniciais. Porém, alguns críticos, como, por exemplo, Bernhard Duhm, já em 1901, e Thomas Roemer, mais recentemente, consideram esses capítulos iniciais do profeta como os mais antigos de Jeremias e marcam o início da sua atuação. E já notamos que, desde este início, Jeremias tem palavras bem claras de denúncia e juízo contra Jerusalém e Judá: não há esperanças e a ruína está às portas. O profeta não deixa, pois, de nomear os responsáveis por tal situação. A nossa posição aqui nesta pesquisa é a de que Jr 2, de fato, é um texto de Jeremias e marca o início de sua atuação profética, nos anos imediatamente anteriores à reforma de Josias (622 a.C.) Seus conteúdos, apesar de suas experiências do norte e sua influência oseiânica, apontam para Jerusalém e Judá, já que o Reino do Norte desaparecera e Anatote, cidade natal de Jeremias, fora incorporada pela administração real do sul. Trabalhando com essas premissas, acreditamos que Jr 2 relê a profecia de Oséias, porém com a ênfase que é uma das características da sua própria profecia: as escolhas e as práticas das elites levarão Jerusalém e Judá às ruínas: não há saídas; certamente, castigo e destruição vêm.


Veja os arquivos:

Chumash Gutnick Bereshit + Shemot


Chumash Gutnick Bereshit + Shemot: Texto completo em Hebraico do Pentateuco, das Haftarot e traduzidos para o Português. Com comentários de Rashi, Targum Onkelos, Haftarot e comentários de Textos Rabínicos Clássicos e das obras do Rebe de Lubavitch. Resumo das Mitsvot encontradas em cada Parashá, com diagramas, ilustrações e tabelas elaboradas que auxiliam nas explicações.


Veja mais:


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

''O divórcio entre fé e cultura leva ao confronto sobre os símbolos''

IHU (13/11/2009): ''O divórcio entre fé e cultura leva ao confronto sobre os símbolos'': "A batalha pelo crucifixo é a demonstração de que a secularização não apagou a religião, mas, separando-a do seu contexto cultural, faz com que ela apareça em termos puramente religiosos". Olivier Roy é um dos maiores especialistas mundiais em Islã, foi diretor de pesquisa da École des hautes études en sciences sociales de Paris, lecionou até o ano passado na Universidade de Berkeley e atualmente é professor do Instituto Europeu de Fiesole. No seu último livro, "Santa Ignoranza" (Ed. Feltrinelli), Roy amplia os seus estudos ao "mercado global do religioso", analisando o divórcio entre religião e cultura que se consumou nos últimos dois séculos e que produz hoje, entre outras coisas, um retrocesso identitário de todas as confissões. "O crucifixo para a Igreja católica é como o véu para o Islã. São aqueles que eu chamo de 'marcadores religiosos': marcando um modo visível de pertença confessional. Porém, esses símbolos nos parecem incôngruos, estranhos ao mundo que nos circunda". A reportagem é do jornal La Repubblica, 11-11-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Eis a entrevista. >>> Leia mais, clique aqui.


Veja mais:

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Descubren gran fortaleza en la Ciudad de David

Aurora (05/11/2009): Descubren gran fortaleza en la Ciudad de David: Una fortaleza de más de 3.700 años, supuestamente perteneciente a los canaanitas (Edad Media de bronce), fue descubierta en una excavación arqueológica de la Autoridad de Antigüedades de Israel que se está llevando a cabo en estos días en las murallas de Jerusalén en el Parque Nacional “Ciudad de David”, con fondos de la Fundación “Ir David”. >>> Leia mais, clique aqui.

Criacionismo prospera no mundo islâmico, mas sem crença de Terra recente

FSP online (12/11/2009): Criacionismo prospera no mundo islâmico, mas sem crença de Terra recente: O criacionismo está crescendo no mundo muçulmano, da Turquia ao Paquistão, passando pela Indonésia, afirmaram acadêmicos internacionais, no mês passado, em um encontro para discutir o assunto. No entanto, eles disseram, criacionistas que creem que Deus criou o Universo, a Terra e a vida há apenas alguns milhares de anos são raros (se é que existem). Uma razão é que, embora o Corão, texto sagrado do islã, diga que o universo foi criado em seis dias, a frase seguinte acrescente que um dia, nesse contexto, é uma metáfora: "mil anos da sua contagem". Em contraste, alguns criacionistas cristãos descobrem na Bíblia uma cronologia exata que faz com que a Terra tenha 6 mil anos e, portanto, se opõe não apenas à evolução, mas também a grande parte da geologia e cosmologia moderna, que afirma que a Terra e o Universo têm bilhões de anos. "As visões da evolução científica são claramente influenciadas por crenças religiosas implícitas", disse Salman Hameed, que organizou a conferência realizada em dois dias no Hampshire College, onde ele é professor de ciências integradas e humanidades. "Não existe criacionismo que acredita que a Terra é jovem". >>> Leia mais, clique aqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Argentina: criada Organização Judaica para Diálogo Interconfessional

Zenit (11/11/2009): Argentina: criada Organização Judaica para Diálogo Interconfessional: Um grupo de especialistas em diálogo inter-religioso decidiu constituir a Organização Judaica para o Diálogo Interconfessional (OJDI) na Argentina. Este novo projeto institucional – informa a Zenit seu presidente, Mario Burman – “estabelecerá contato com pessoas, agrupações de diálogo inter-religioso e, fundamentalmente, com os setores mais amplos da sociedade”. Da mesma forma, “difundirá as bases que caracterizam o judaísmo: sua história, religião, cultura, sistemas educativos, tradições e ritos”. Promoverá também “um melhor conhecimento entre as diversas comunidades de fé e seus integrantes, de forma individual ou coletiva, destacando os traços positivos que as unem, especialmente entre as diversas comunidades religiosas pertencentes à tradição monoteísta”. A organização promoverá e realizará – de forma individual e/ou em colaboração com outras entidades afins – todo tipo de atividades que tendam à concreção dos objetivos propostos. >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 8 de novembro de 2009

Las traducciones en la antigüedad

Sefarad, Vol 67, No 2 (2007):263-282

Las traducciones en la antigüedad

Natalio Fernández Marcos

Resumen: Gran parte del legado cultural de Occidente se nos ha transmitido en traducciones. El autor analiza el fenómeno de la traducción en la Antigüedad, deteniéndose en la primera traducción de la Biblia hebrea al griego en la Alejandría ptolemaica. Esta traducción es el mayor corpus de litert ratura traducido al griego en la Antigüedad y, tal vez, el más importante por el impacto que tuvo en Occidente al ser adoptada la Biblia griega como Biblia oficial del cristianismo. Describe tambt bién el contexto en el que se llevó a cabo la traducción, los modelos utilizados en el Pentateuco, la recepción y los efectos de la misma en otras traducciones. Señala por fin otros procesos de trasvase cultural mediante la traducción en la Antigüedad tardía.

Texto completo: PDF

sábado, 7 de novembro de 2009

Circularidade cultural e resistência simbólica no cristianismo primitivo

Revista Espaço Acadêmico, Vol. 9, No 102 (2009)

Circularidade cultural e resistência simbólica no cristianismo primitivo

Francisco Chagas Vieira Lima Júnior

Resumo: O presente artigo aborda as manifestações de resistência cultural e religiosas na realidade cristã do primeiro século da Era Cristã. Em consonância com as recentes pesquisas e interpretações da historiografia, parte da constatação sobre a relação de antagonismo que o cristianismo, entre outros movimentos de cunho religioso, mantiam em relação ao imperativo religioso romano do culto ao imperador. Tal relação de antagonismo se encarnou no simbolismo de diversas narrativas que podem ser identificadas nos documentos que compõem o Novo Testamento bíblico.

Texto Completo: PDF

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

“Vaierá”

Aurora (05/11/2009): Parashat “Vaierá”: Soren Kierkegaard, filósofo danés de fines del siglo XIX, dijo: “Infinitas generaciones conocieron la historia de Abraham de memoria, palabra por palabra. Pero, ¿a quién de todos ellos esta historia les sacó el sueño?” En su libro “Temor y temblor”, Kierkegaard destaca que existe una contradicción entre la disposición de Abraham a sacrificar a su hijo y la concepción ética aceptada. Queda claro que Abraham -y especialmente Abraham- tenía una forma de razonamiento ética. ¿Cómo, entonces, puede ser que la orden Divina superó esa orden ética? Kierkegaard argumenta que existe una situación de fe que está más allá de todo razonamiento. El caso de Abraham no es igual al caso de Agamenón, que sacrificó a su hija para los dioses. Agamenón recibe la orden de los dioses de boca de los videntes. Él se encuentra frente a un dilema: el amor por su hija por un lado, y la salvación del pueblo por el otro. Cualquiera de las dos opciones es mala. Agamenón es un héroe trágico. >>> Leia mais, clique aqui.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Filosofia, mística e espiritualidade. Simone Weil, cem anos

Revista IHU – edição 313 (03/11/2009): Filosofia, mística e espiritualidade. Simone Weil, cem anos: Filosofia, mística e espiritualidade. Simone Weil, cem anos é o tema de capa da edição 313 da IHU On-Line, de 03-11-2009. Contribuem para a discussão Bartomeu Estelrich, Emmanuel Gabellieri, Giulia Paola di Nicola, Attilio Danese, Maria Clara Bingemer, Fernando Rey Puente e Miguel Ângelo Guimarães Juliano.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

''A Bíblia não foi escrita para ser um livro científico'': Pesquisa mostra conflito de biólogos evangélicos

IHU (02/11/2009)

  • Pesquisa mostra conflito de biólogos evangélicos: Um pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostra os conflitos vividos por estudantes evangélicos que querem se tornar professores de ciências. A maioria deles duvida da veracidade da teoria da evolução, de Charles Darwin, mas garante que não vai ensinar nas escolas que Deus criou o homem e o mundo. A reportagem é de Márcia Vieira e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 02-11-2009.
  • ''A Bíblia não foi escrita para ser um livro científico'': Aline Malafaia frequenta a Igreja Batista desde os 4 anos. Formada em Biologia pela Uerj, fez a sua própria interpretação sobre a teoria da evolução misturando o que aprendeu no curso com o que ouviu em sermões do pastor evangélico. "Sendo bióloga, não poderia negar que nós e outros primatas temos um ancestral comum. Mas a criação teve a mão de Deus." A reportagem é de Márcia Vieira e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 02-11-2009.

Veja mais:

Estadão (02/11/2009)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

“Lej Lejá”

Aurora (29/10/2009): “Lej Lejá”: Con la parashá “Lej Lejá”, la Torá se adelanta hasta los inicios del pueblo judío. Nuestro patriarca Abraham ocupa el centro del escenario de la historia, y surge la pregunta de por qué fue elegido Abraham como el primer judío. Abraham era monoteísta. El midrash cuenta cómo Abraham rompió las estatuas de su padre, y sobre Abraham, leemos esta semana: “Y erigió allí un altar para Adonai y proclamó el Nombre de Adonai”. (Génesis 12:8). Pero no queda nada claro que él haya sido el primer monoteísta. Ya en la época de Enosh, hijo de Shet (el eslabón que nos relaciona con Adán y Eva), se dice: “Entonces se empezó a invocar el Nombre de Adonai” (Génesis 4:26). Rashi explica las palabras “se empezó” (hujal) de manera negativa: “de manera profana” (jilul), y así atribuye el monoteísmo a Abraham. Pero otros comentaristas tradicionales -Ibn Ezra, Sforno, Onkelos- explican esas palabras de manera positiva (Onkelos dice: “En sus días se empezó a rezar en Nombre de Dios”). Y sobre Noé también está escrito: “Y construyó Noé un altar para Dios” (Génesis 8:20), sobre el cual ofreció sacrificios en el marco de un ritual muy bien conocido en la Torá. >>> Leia mais, clique aqui.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O misticismo apocalíptico do Apóstolo Paulo


O misticismo apocalíptico do Apóstolo Paulo

Jonas Machado

Editora: PAULUS (2009)

Sinopse: Esta obra apresenta Paulo de Tarso na perspectiva da experiência religiosa, com destaque para os elementos místicos visionários de sua carreira, que fizeram parte do judaísmo e da religiosidade do primeiro século. Tradicionalmente, ele tem sido visto como grande exegeta, pensador e teólogo da Antiguidade, no âmbito dos primórdios do cristianismo. Essa concepção criou uma caricatura anacrônica desse apóstolo, como se fora um teólogo produtor de textos – o que tem caracterizado o labor teológico ocidental dos últimos séculos. Ele vem sendo acusado até mesmo de ter sido o grande pervertedor dos ensinos de Jesus de Nazaré e, consequentemente, de ter sido o criador de uma nova religião que desembocou no cristianismo ocidental que conhecemos. Entretanto, seus próprios escritos, notoriamente as Cartas aos Coríntios, revelam as impressões digitais de um judeu místico apocalíptico, típico do primeiro século. Sua experiência mística, mediada pela comunidade cristã que o acolheu, o tornou um seguidor de Jesus de Nazaré – cujos seguidores caracterizavam nada mais do que uma nova seita judaica naqueles dias. Bem diferente de um teólogo produtor de tratados teológicos, ou de um exegeta que faz análise gramatical de textos sagrados, Paulo foi um místico visionário, com crenças apocalípticas, cuja experiência de revelação lhe deu uma visão renovada das Escrituras e da tradição judaica. Foi um entusiasta carismático, que saiu pelo seu mundo fundando comunidades que vieram a compor as primeiras igrejas cristãs do Ocidente, tendo como base a revelação do Jesus ressuscito que recebera. Essa perspectiva histórico-religiosa, que leva em conta a exegese dos textos paulinos, é fundamental para melhor compreensão de Paulo de Tarso e das origens do cristianismo.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Saiba mais sobre o Shabat


Veja mais:


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Leitura da Torá





Veja mais:


domingo, 25 de outubro de 2009

O Sofer (Escriba) e o Pergaminho


Veja ainda:



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Jesus, a Torá e os Nebîim, e o pleno cumprimento da justiça em Mt 5,17-20: uma análise exegético-teológica

Jesus, a Torá e os Nebîim, e o pleno cumprimento da justiça em Mt 5,17-20: uma análise exegético-teológica

Marcelo da Silva Carneiro

Dissertação de mestrado em Teologia (PUC-RJ).

Data da defesa: 03/03/2008.

Resumo: Jesus foi um judeu piedoso de seu tempo, observante da Lei, preocupado em cumprir a vontade de Deus. Perceber a relação de Jesus com a Lei nos ajuda a entender a situação das comunidades seguidoras dele na Palestina, em constante confronto com outras propostas de fidelidade à Torá. Nessa dissertação propomos uma análise exegético-teológica de Mateus 5,17-20, para compreender essa relação de Jesus com a Lei, como ele a cumpriu, e que exigências fez a partir de sua própria prática. A afirmação de Jesus, de que veio para cumprir, já suscitou todo tipo de interpretação, e o fato de estar no centro do discurso conhecido como Sermão do Monte só aumenta o seu interesse. Com o auxílio do método histórico-crítico, e ainda a criteriologia elaborada para a pesquisa do Jesus Histórico, é possível fazer uma aproximação do texto ao mesmo tempo científica e piedosa, legitimamente interessada nas afirmações daquele que é considerado o maior mestre de todos os tempos.


Veja mais:

Rede Globo – Série Sagrado

Rede Globo – Série Sagrado

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Os pergaminhos da Torá do Museu Nacional: crítica textual dos rolos referentes ao livro do Gênesis

Os pergaminhos da Torá do Museu Nacional: crítica textual dos rolos referentes ao livro do Gênesis

Carlos Alberto Ribeiro de Araújo

Tese de doutorado em Teologia (PUC-RJ).

Data da defesa: março de 2006.

Resumo: A pesquisa envolve a crítica textual do livro do Gênesis transcrito em IX rolos de pergaminhos pertencentes ao acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, conhecidos como Pergaminhos Ivriim. Seu texto encontra-se como fragmentos de livros e livros completos da Torá, compilado em Hebraico consonântico quadrático, tendo sido comprados por D. Pedro II, Regente do Segundo Reinado Brasileiro, em sua primeira viagem à Europa, entre 1871 a 1872. A análise envolve a elucidação, segundo os princípios formulados por eruditos do Antigo Testamento, das características massoréticas, divisões e erros de transcrição presentes nos rolos I, II e III referente ao texto do Gênesis. Além disso, algumas questões foram especialmente apontadas, tais como, o critério utilizado para validar as variantes textuais, as razões para apontar a possível família textual e o período de sua transcrição. As conclusões puderam ser obtidas a partir da confrontação textual entre o livro do Gênesis na Torá do Museu Nacional com as transcrições de diferentes períodos do texto Hebraico: massorético primitivo, medieval tardio e contemporâneo. Estes foram relacionados entre si sob três diferentes níveis: o primeiro abrangendo a colação das variantes textuais, o segundo envolvendo a análise, e o terceiro enfocando a possível família textual da Torá do Museu Nacional. >>>> Leia mais, clique aqui.

Jarras de pedra das Bodas de Caná

O site abaixo mostra jarras de pedra encontradas numa escavação feita na Velha Jerusalém e que se presume pertença a uma casa destruída em 70 E.C. Dica do Prof. MS. Lair Amaro.


Stone water jars from the Burnt House in Jerusalem: The Bible describes how Jesus and his friends went to a wedding at the village of Cana, in Galilee. You can read the full account in John's Gospel, chapter 2, verses 1-11. At that time, rural weddings were major social events that went on for days. Everyone was invited. The feasting was something amazing. This particular account in John's Gospel records how the wedding ran out of wine - a social catastrophe of unimaginable proportions. Jesus solved the host's embarrassment by changing the water in six large jars into wine. >>> Leia mais, clique aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A estela de MESA: uma introdução à arqueologia e à literatura de Moab

A estela de MESA: uma introdução à arqueologia e à literatura de Moab

Vinicius Galleazzo

Dissertação de mestrado em Ciência da Religião (UMESP)

Data da defesa: 26/02/2008.

Resumo: Essa dissertação faz uma introdução aos aspectos arqueológicos e literários de Moab, temática carente de publicações em língua portuguesa. Trata, primeiramente, dos fatos relacionados à descoberta da inscrição de Mesa na segunda metade do século 19, das disputas diplomáticas que ocasionaram a destruição da inscrição, bem como das obras científicas que, durante as décadas seguintes, abordaram o assunto. Na seqüência, apresenta as principais características geográficas e arqueológicas de Moab, durante as Idades do Bronze Recente, do Ferro Antigo e do Ferro Recente, dando especial atenção aos assentamentos humanos, mas também às grandes construções e às esculturas, consideradas recursos culturais necessários ao estado moabita, patrimonial e segmentário, que fazia uso de metáforas domésticas para referendar sua hegemonia; além do mais, apresenta o lugar de Moab no mundo assírio, e sua importância como rota comercial. A tradução da estela de Mesa, os comentários filológicos e a análise da sua forma e do seu gênero literário, apontam para um texto elaborado a partir de ferramentas literárias claras, utilizado para marcar o poder da monarquia moabita. Tais aspectos arqueológicos e literários sustentam que o desenvolvimento de Moab ocorreu após o fim da dominação do Israel omrida, além de sugerirem um novo olhar sobre a Bíblia Hebraica.


Leia mais:

A Bíblia desperta

Carta Capital (02/10/2009): A Bíblia desperta: O deus dos quadrinhos encontra o deus do paraíso no Gênesis. Nesta novela gráfica de 216 páginas, prometida ao Brasil no final de outubro pela editora Conrad, o autor Robert Crumb prossegue espicaçando o establishment cultural, desinteressado de ocupar a cadeira dos tranquilos. No panteão deste Crumb de 66 anos, fervem em histórias os hebreus, os nascidos de Jacó e Esaú, o morticínio do qual sobreviveu o plantador de videiras Noé, toda a aventura egípcia, incestos e fornicações, como as viu e perpetrou o primeiro livro dos cristãos. Na terça-feira 29, em entrevista por telefone à CartaCapital a partir da França, país onde vive há 16 anos por insistência da mulher, Aline Kominsky, e ainda trazendo na fala a forte musicalidade americana, Crumb disse esperar pelo pior. Dos judeus ortodoxos, ele aguarda a repulsa por ter reproduzido a imagem de Deus. Dos cristãos fundamentalistas, ele crê que possam vir as trevas, nascidas de sua obediência ao verbo às vezes modificado das escrituras. Problema deles, diz Crumb.


Clique aqui para ler a íntegra da entrevista com Robert Crumb

Conheça mais sobre a Cabala

Globo News Especial (17/10/2009)

domingo, 18 de outubro de 2009

Saiba mais sobre o judaísmo (entrevista com o Rab. Nilton Bonder)

Mais Você (16/10/2009)

sábado, 17 de outubro de 2009

Quando ter uma religião já não é mais obrigatório. Entrevista especial com Denise dos Santos Rodrigues

IHU (17/10/2009): Quando ter uma religião já não é mais obrigatório. Entrevista especial com Denise dos Santos Rodrigues: Com a tese Os "sem-religião" e a crise do pertencimento institucional no Brasil: o caso fluminense, Denise dos Santos Rodrigues dissecou, como nos disse, um grupo classificado como “sem-religião” e, então, descobriu que, dentro dessa “categoria”, há pessoas com diferentes crenças, fé e representações de Deus, e outras que simplesmente não têm qualquer vínculo com religiões. “Encontrei uma série de pessoas que eram desconvertidas, que tinham tido alguma religião, mas romperam com ela, algumas foram se desligando por falta de tempo, outras não tiveram formação religiosa. Há ainda os buscadores, pessoas que ficam transitando entre um grupo e outro, o reflexo de um comportamento da nossa época. E, classifiquei também os autênticos, pessoas que reivindicam uma forma particular de relação com o divino, elas dizem que tem sua própria religião”, contou ela durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line por telefone. Graduada em Comunicação Social pela Universidade Gama Filho, Denise dos Santos Rodrigues é mestre em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e doutora em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, é professora ligada à prefeitura do Rio de Janeiro. >>> Leia mais, clique aqui.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

“Bereshit”

Aurora (15/10/2009): “Bereshit”: En el Midrash Rabá está escrito que El Santo Bendito Sea, al planificar el mundo, lo creó teniendo en mente un plan general de Creación. (Bereshit Rabá 1:1-2). Y Él dijo y fue el mundo. Seis días de Creación y en un orden claro, Él Crea desde la luz hasta el ser humano: “Y vio Dios todo lo que había hecho y he aquí que era muy bueno” (Génesis 1:31). Ese fue el plan de Dios, y después de ello, Él entrega todo en manos de Adán y sus descendientes. Lo que fue creado fue muy bueno, y así será. Si quiere destruirlo y exterminarlo, tiene la opción de elegir. El ser humano es el que decide, el ser humano es el jardinero del Jardín del Edén y es la Humanidad que se desarrolla para bien o mal. La libertad dada al ser humano es total. >>> Leia mais, clique aqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Encontradas pegadas milenares em mosaico romano em Israel

G1 (14/10/2009): Encontradas pegadas milenares em mosaico romano em Israel


Arqueólogos israelenses encontraram pegadas humanas de 1.700 anos na cidade de Lod, ao desenterrar um mosaico romano para trasladá-lo aos laboratórios de conservação.


As incomuns pegadas de um pé e de sandálias típicas da época são provavelmente dos artistas que fizeram o mosaico e apareceram na camada de massa inferior sobre a que se colavam os fragmentos, informou hoje em comunicado a Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI).


"É excitante. É a primeira vez que encontro uma prova humana como esta sob um mosaico", afirma na nota Jacques Neguer, diretor do Departamento de Conservação da AAI.


Um dos mais belos e grandes achados em Israel - tem 180 metros quadrados -, o mosaico foi descoberto em Lod, ao sudeste de Tel Aviv, em 1996 mas então pôde ser desenterrado não existiam fundos para os trabalhos de conservação e reconstrução.


Coloridos tapetes, plantas e animais de distintas espécies enfeitam a composição, que aparentemente foi feita para a casa de rico cidadão romano.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Simpósio Narrar Deus


Simpósio Narrar Deus

X Simpósio Internacional IHU: Narrar Deus numa Sociedade Pós-Metafísica. Possibilidades e impossibilidades.
Faça o download
(arquivo zip).

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sonhos nos textos bíblicos e na literatura talmúdica

Revista Horizonte - volume 6 - nº 11 - dezembro de 2007

Sonhos nos textos bíblicos e na literatura talmúdica

Edgar Leite

Resumo: Este estudo desenvolve uma análise do desenvolvimento do papel dos sonhos e das visões na literatura bíblica. Busca apontar as diferentes abordagens do tema segundo os diversos redatores bíblicos e seus momentos históricos específicos. Pondo em relevo, principalmente, o papel da literatura profética e das ações do Estado como introdutores de uma relativização do caráter dos sonhos como elementos justificadores teológicos. Discutimos, a seguir, a recepção desse material pelos rabinos, autores do Talmude. Apontamos que a discussão rabínica sobre o tema segue a perspectiva literária mais ampla, mas aprofunda as preocupações gerais com o império das visões sobre o olhar religioso. Provavelmente por conta das trágicas experiências políticas derivadas do pensamento apocalíptico e sua inclinação geral às revelações oníricas. De forma geral, os rabinos do Talmude procuram resolver o problema do papel instabilizador dos sonhos através do simultâneo reconhecimento de sua importância e redução ou delimitação de sua relevância conquanto experiência de revelação religiosa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sheminí Atzéret e Simchát Torá (2009 / 5770)

Sheminí Atzéret e Simchát Torá (2009 / 5770)

10 a 11 de outubro, 2009





Veja mais:


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Santo Sudário, uma fraude confirmada


ZH (06/10/2009)

Santo Sudário, uma fraude confirmada (página 33)


Se ainda havia dúvidas, agora elas foram sepultadas de vez: o Santo Sudário – o pedaço de pano de linho que teria coberto Jesus Cristo no túmulo – é mesmo uma falsificação.


A conclusão foi anunciada pela organização italiana Comissão para a Investigação de Alegações de Paranormalidade, especializada em “derrubar mitos”. Estudos científicos feitos com carbono 14 – técnica que permite descobrir a idade aproximada de alguns materiais – já haviam revelado, em 1988, que a mortalha datava dos séculos 13 ou 14, na Idade Média, ou seja, mais de 1,2 mil anos depois da morte de Jesus.


Na época, no entanto, os cientistas não conseguiram descobrir como a fraude teria sido feita com a limitada tecnologia medieval. Assim, para muitos, as dúvidas persistiam. O Santo Sudário mostra imagem de um homem crucificado, com rastros do que seria sangue escorrendo de ferimentos nas mãos e nos pés. Agora, os cientistas italianos conseguiram reproduzir a técnica. A equipe usou linho tecido da mesma forma que o Santo Sudário e envelhecido artificialmente por aquecimento em um forno e por lavagem. O pano foi colocado, então, sobre um estudante que usava uma máscara e esfregado com um pigmento vermelho muito usado na Idade Média. Todo o processo levou uma semana.


A pesquisa foi financiada pela Comissão para a Investigação de Alegações de Paranormalidade e por uma organização italiana de agnósticos e ateus.


– O resultado obtido indica claramente que isso poderia ser feito com o uso de materiais baratos e um procedimento simples – disse o cientista italiano Luigi Garlaschelli, professor de Química da Universidade de Pavia.


O Sudário apareceu pela primeira vez na história nas mãos de um cavaleiro francês, em 1360. De propriedade do Vaticano, é mantido em uma câmara especial da catedral de Turim e raramente exibido em público. A última apresentação foi no ano 2000, quando atraiu mais de 1 milhão de visitantes. A próxima está prevista para 2010. Oficialmente, a Igreja Católica não afirma nem nega a autenticidade da relíquia, mas diz que se trata de um forte símbolo do sofrimento de Jesus.


domingo, 4 de outubro de 2009

Esserim veArbaá (Cânone Judaico Bíblico) parte 1

Esserim veArbaá (Cânone Judaico Bíblico) parte 2

O Papa e os amigos judeus. Tão próximos, tão distantes

IHU (04/10/2009)

  • O Papa e os amigos judeus. Tão próximos, tão distantes: Bento XVI visitará proximamente a sinagoga de Roma. Mas quanto mais avança o diálogo entre os dois credos, mais se reconhecem distantes. Uma prova: o Kippur. Para os judeus é a festa mais importante do ano, para os cristãos se identifica com Jesus. Duas análises opostas em debate: a de um rabino e a de um teólogo católico. A reportagem é de Sandro Magister e está publicada no sítio italiano Chiesa, 25-09-2009. A tradução é do Cepat. Às vésperas do Ano Novo judaico, que este ano se celebra no dia 19 de setembro, Bento XVI enviou ao rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni, um telegrama de felicitações e de amizade. Nele confirmou que irá visitar em breve a sinagoga de Roma, “animado pelo vivo desejo de manifestar minha pessoal proximidade e a de toda a Igreja católica” à comunidade judaica. Esta será a terceira sinagoga que Bento XVI irá visitar, depois da de Colônia em agosto de 2005 e a de Park East em Nova York em abril de 2008. Antes dele, João Paulo II havia visitado a sinagoga de Roma em 13 de abril de 1986. Por estes dias se deu também um renovado gesto de amizade entre os judeus e a Igreja católica italiana. Em 22 de setembro, o cardeal Angelo Bagnasco, presidente da Conferência Episcopal, se reuniu com os rabinos Di Segni e Giuseppe Laras, este último presidente da Assembleia Rabínica da Itália. E juntos decidiram retomar a celebração comum do Dia de Reflexão Judeu-cristão de 17 de janeiro, do qual os judeus se recusaram a participar da última vez, por causa das incompreensões decorrentes do caso Williamson. O tema do próximo Dia de Reflexão comum será o quarto mandamento na numeração judaica: “Lembre-se do Sábado para santificá-lo”. O Ano Novo, Rosh Ha Shanah, abre o ciclo das festas judaicas de outono. É seguido pelo Yom Kippur e a festa de Sukkot. O Yom Kippur, o Dia da Expiação, é a festa mais importante de todo o ano litúrgico judaico. Este ano cai no dia 28 de setembro, terceiro e último dia da visita que Bento XVI começou à República Checa. Na opinião do rabino Di Segni, a festa do Kippur não apenas expressa o coração da fé judaica, mas também reflete as “diferenças inconciliáveis” entre esta e a fé cristã. Os símbolos do Kippur, de fato – o Sumo Sacerdote, o Templo, o Sacrifício, o bode expiatório, a eliminação das culpas – assumiram no cristianismo um significado inteiramente novo. Di Segni explicou o significado judaico da festa e sua inconciliabilidade com a fé cristã em um artigo publicado no ano passado na primeira página do L’Osservatore Romano, por ocasião da festa anterior do Kippur. Mas, na sequência, o L’Osservatore Romano dedicou um espaço também ao outro lado da questão. Ou seja, a como o Novo Testamento revoluciona os símbolos do Kippur. O texto neotestamentário chave é a Carta aos Hebreus. Nela, o novo e definitivo Dia da Expiação é o sacrifício do Cristo na cruz. O autor da análise publicada pelo L’Osservatore Romano é um sacerdote e biblista africano, Christopher Robert Abeynaike, monge cisterciense, que desenvolveu sua tese de doutorado em Sagradas Escrituras sobre o mesmo tema, no Pontifício Instituto Bíblico, em 2008. Sua análise é muito douta, mas também de rara clareza. E evidencia o vínculo essencial que a Carta aos Hebreus estabelece entre o sacrifício de Cristo, a última ceia e a liturgia eucarística. >>> Leia mais, clique aqui.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sobre Sucot e Simchat Torá (2009 / 5770)


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sucot 2009 / 5770: links e vídeos


Sucot 2009 / 5770

2-9de outubro, 2009 – 14-21 de Tishrei

Shemini Atseret 2009 / 5770

10 de outubro, 2009 – 22 de Tishrei

Simchat Torá 2009 / 5770

11 de outubro, 2009 – 23 de Tishrei


Veja mais:



Sucot - Shemini Atzéret - Simchat Torá 2009 / 5770


Sucot 2009 / 5770

2-9de outubro, 2009 – 14-21 de Tishrei

Shemini Atseret 2009 / 5770

10 de outubro, 2009 – 22 de Tishrei

Simchat Torá 2009 / 5770

11 de outubro, 2009 – 23 de Tishrei



domingo, 27 de setembro de 2009

Judeus usam galos e galinhas para expiar pecados às vésperas do Yom Kippur

Destaque 1


Destaque 2

  • Caparot 1
  • Caparot 2: Nas primeiras horas do dia anterior a Yom Kipur, é realizada a cerimônia de Caparot (Expiação). Pegamos uma galinha viva (um galo para os homens e uma galinha para as mulheres) e, circulando-o três vezes acima da nossa cabeça, declaramos: “Esta é minha substituição, esta é minha troca, esta é minha expiação; esta ave vai para a morte, e eu irei para uma vida longa, boa e pacífica.” A ave é então abatida segundo o procedimento haláchico, quando então ponderamos que este é um destino que nós mereceríamos, D’us não o permita, pelas nossas falhas e iniqüidades. O valor da ave é dado aos pobres, e sua carne comida na refeição de Yom Kipur; alguns dão a própria ave aos pobres. (Um costume alternativo é cumprir o ritual com dinheiro, recitando os versículos prescritos e dando o dinheiro para caridade. Caparot pode também ser realizada nos dias anteriores, durante os “Dez Dias de Arrependimento”).
  • Resultado das imagens para kaparot
  • YouTube: kaparot


Destaque 3

  • FSP online (27/09/2009): Judeus usam galos e galinhas para expiar pecados às vésperas do Yom Kippur: "Esta é minha mudança, este é meu substituto, esta é minha expiação", murmuram os fiéis judeus, enquanto dão três voltas por cima de suas cabeças com um animal que, minutos depois, é morto como forma de expiar os pecados. No ritual das Kaparot, uma expiação simbólica dos pecados, milhares de galos e galinhas são degolados em Israel para lembrar os judeus que, a qualquer momento, Deus pode tirar a vida como forma de compensação por seus pecados. >>> Leia mais, clique aqui.

Bíblia e Ecologia

Maurício Waldman

A alegoria na tessitura de Fílon de Alexandria: estudo a partir da obra filônica com ênfase em Sobre os Sonhos I

A alegoria na tessitura de Fílon de Alexandria: estudo a partir da obra filônica com ênfase em Sobre os Sonhos I

Cesar Motta Rios

Dissertação de mestrado em Estudos Literários (UFMG)

Publicação: 04/02/2009.

Resumo: Esta dissertação estuda a alegorese, isto é, a leitura alegórica feita por Fílon de Alexandria. Após uma revisão da prática da alegorese anterior a Fílon, são apresentados, traduzidos e comentados todos os trechos em que ele usa as palavras allegoría, allegoréo e allegorikós. O objetivo é saber o que ele diz sobre alegoria. Em seguida, é observado o papel da alegoria filônica no tratado Sobre os Sonhos I, visando demonstrar o que ele faz com a alegoria. Por fim, apresenta-se uma tradução do referido tratado.

Porquês do Judaísmo

Porquês do Judaísmo (CIP – Congregação Israelita Paulista)

sábado, 26 de setembro de 2009

A Hermenêutica bíblica entre a hermenêutica do texto e a hermenêutica do ser

A Hermenêutica bíblica entre a hermenêutica do texto e a hermenêutica do ser

Cláudio Vianney Malzoni

UNICAP – Recife

Sinopse: O presente artigo procura tratar da Hermenêutica bíblica de um modo geral. Ele começa por traçar um breve itinerário histórico da exegese e da hermenêutica bíblica para desembocar na complexidade dos métodos atuais de interpretação da Bíblia, privilegiando o método hitórico-crítico e os diferentes métodos de análise literária. Em seguida, é feita a distinção entre método e tipo de abordagem. Alguns tipos de abordagem são apresentados. O artigo termina levantando a questão se a vida também não pode ser um princípio hermenêutico de interpretação da Sagrada Escritura e em que condições.

Lançamento: Nas veias correm esperanças: meditações a partir do Salmo 11

Lançamento do livro de Fábio Py Murta de Almeida: “Nas veias correm esperanças: meditações a partir do Salmo 11” da Editora do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos: www.cebi.org.br).


Em relação ao seu conteúdo, o livro é uma exegese que se apronta junto ao viés da América Latina, trazendo consigo a relevância de com ela, incitar um possível diálogo entre os Salmos bíblicos e os cantos comunitários que hoje tem a primazia dentro das igrejas cristãs.