Blog acadêmico de temas bíblicos com ênfase nos Estudos Judaicos (na área bíblica).
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- Cláudia Andréa Prata Ferreira
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.
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sábado, 12 de novembro de 2016
sábado, 18 de maio de 2013
Abraão no judaísmo, cristianismo e islamismo
- Bíblia e Alcorão - O que os une, o que os separa: Neste livro, o autor analisa o que une e o que separa o Alcorão e a Bíblia acerca da imagem do ser humano e de Deus, segundo o pensamento de Maomé e de Jesus, levando em conta o pano de fundo histórico da compreensão mútua.
- Herdeiros de Abraão - O futuro das relações entre muçulmanos, judeus e cristãos
domingo, 18 de dezembro de 2011
Maria de Magdala, a grande ''Apóstola dos Apóstolos''. Entrevista especial com Chris Schenk
IHU (18/12/2011): Maria de Magdala, a grande ''Apóstola dos Apóstolos''. Entrevista especial com Chris Schenk: “Não é possível contar a história da Ressurreição sem falar também de ‘Maria, a de Magdala’”. Foi essa mulher que, depois de ir ao túmulo onde Jesus havia sido depositado depois da crucificação, “viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo e saiu correndo”, como relata o Evangelho, para se encontrar os discípulos e lhes contar a grande notícia. Segundo Chris Schenk, diretora-executiva da FutureChurch (futurechurch.org), organização norte-americana de renovação da Igreja, essa é a grande importância e o legado de Maria Madalena, uma das primeiras místicas do cristianismo que viveu “a experiência da Ressurreição”. Em entrevista por e-mail à IHU On-Line, Chris busca desmontar por inteiro qualquer referência negativa a Maria Madalena: “Não há nada nas Escrituras que sustente a ideia de que ela era uma prostituta” e, “se Maria de Magdala fosse a esposa de Jesus e a mãe de seu filho, é altamente improvável que esses textos teriam omitido esses fatos importantes”. >>> Leia mais, clique aqui.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Terra Santa: a mudança verde das religiões
IHU (25/07/2011): Terra Santa: a mudança verde das religiões: Nestes tempos, o fato de as três grandes religiões monoteístas em Jerusalém entrarem de acordo sobre qualquer coisa já é uma notícia. Mas que justamente nessa cidade decidam lançar um apelo conjunto aos líderes mundiais sobre a luta contra as mudanças climáticas – isto é, precisamente sobre uma das questões que hoje atormentam as diplomacias de meio mundo – é definitivamente incrível. A reportagem é de Giorgio Bernardelli, publicada no sítio Vatican Insider, 22-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Esse é o objetivo de uma iniciativa que será apresentada em Jerusalém no próximo 25 de julho. Com o apoio de nomes muito respeitados das comunidades judaicas, cristãs e muçulmanas da Cidade Santa. >>> Leia mais, clique aqui.
domingo, 15 de maio de 2011
A interpretação tipológica da Bíblia e seus reflexos na representação do povo judeu
A interpretação tipológica da Bíblia e seus reflexos na representação do povo judeu
Marta Bernadete Frolini de Aguiar Marczyk
Tese de doutorado em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica (USP)
Data da defesa: 07/10/2010
Resumo: A presente pesquisa tem por objetivo apresentar a tipologia bíblica como fator de influência sobre a representação do povo judeu na civilização cristã. Para isso, busca-se descrever o procedimento de interpretação tipológica, enquanto forma de leitura e de composição do cânone escritural do cristianismo, salientando que a tipologia bíblica teve um papel decisivo na separação entre o credo cristão e o credo judaico. Observa-se a complexidade dessa ruptura, na qual houve uma legitimação dos escritos nucleares da tradição textual judaica, incorporando-os na Bíblia, paralelamente à desautorização das práticas de leitura dos judeus. Busca-se, recorrendo à formação do cânone cristão e aos escritos de antigos padres, Justino e Tertuliano, demonstrar que a tipologia bíblica envolve, além dos fatores interpretativos, uma apreciação negativa da figura do judeu, visto que, na ótica cristã, esse povo viola o princípio de dependência entre os assim chamados Antigo e Novo Testamentos. Observam-se algumas encíclicas papais, com o intuito de examinar a tradição cristã em seu estatuto de afastamento do judaísmo. Nesses escritos, constata-se que se mantêm a prescrição da tipologia bíblica e a recriminação de outras formas interpretativas. E, nos escritos contemporâneos de propagação do ódio contra os judeus, os "Protocolos dos Sábios de Sião" e os discursos de seus apologistas, percebe-se que a lógica da tipologia bíblica é uma forma particular e específica de caracterizar esse povo, que se sustenta ao lado, mas diferentemente, das representações depreciativas supostamente históricas. Propõe-se também um panorama da tipologia bíblica nas práticas literárias, percorrendo-se os estudos de Erich Auerbach e Northrop Frye, os quais demonstram sua influência bimilenar sobre a literatura ocidental. Sob essa perspectiva, apresentam-se duas obras de autores da literatura brasileira, um romance de José de Alencar e um poema de Jorge de Lima, que revelam dois modos pelos quais a tipologia bíblica se reflete na construção da imagem do judeu. A pesquisa, em seu conjunto, demonstra o quão relevante é reconhecer que a religião cristã consolidou-se historicamente a partir da cisão com o judaísmo e que, por essa razão, sustenta práticas de leitura que desautorizam as práticas da religião judaica. Mostra, dessa forma, que, muito frequentemente, esse ato de desautorização se estende dos preceitos religiosos para a comunidade judaica, formando e propagando representações depreciativas do povo judeu.
Palavras-chave: Cristianismo, Literatura brasileira, Povo judeu, Representação, Tipologia bíblica, Judaísmo


