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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

domingo, 26 de dezembro de 2010

Estrela de Belém pode ter origem na Babilônia, dizem teólogos

Deutsche Welle (25/12/2010): Estrela de Belém pode ter origem na Babilônia, dizem teólogos: Para especialistas, a Estrela de Belém descrita na história do nascimento de Cristo é originada da tradição de se associar grandes fatos ou monarcas a sinais celestes, costume mais antigo do que o cristianismo. A Estrela de Belém sempre representa, no Natal, um papel importante e, ao mesmo tempo, misterioso. Teria sido um cometa, uma supernova, ou Júpiter e Saturno entraram em conjunção quando Jesus nasceu? Os astrônomos discutem até hoje sobre o que, na verdade, era a Estrela de Belém. Independente disso, permanece um mistério o motivo que levou os três reis magos a segui-la. Como conseguiu atraí-los? E como lidamos com símbolos estelares produzidos culturalmente? Quando os três reis magos viram a estrela, compreenderam imediatamente que ela era um sinal divino. "O aparecimento da estrela foi para os magos o sinal de que um novo rei havia nascido", afirma o estudioso do Novo Testamento Jens Herzer, teólogo da Universidade de Leipzig. "Afinal, o profeta Balaão escreveu: 'Uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro'." Sempre que uma pessoa importante vem ao mundo, isso se reflete num sinal celeste. Pode ser uma estrela que aparece ou que cai do céu, o Sol ou a Lua que escurecem. A história está cheia desses relatos, lembra o professor de Teologia: "Fenômenos naturais e fenômenos celestes, no nascimento ou na morte de pessoas importantes sempre fizeram parte do repertório de histórias sobre diversas personalidades", explica Herzer. >>> Leia mais, clique aqui.


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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal em Belém


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Os rituais cheios de luz das religiões

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Belém está lotada de turistas

Jornal Hoje (23/12/2009): Belém está lotada de turistas: O lugar é sagrado para cristãos. Para muitas pessoas, só o fato de estar perto do local onde Jesus nasceu, segundo a tradição cristã, já é uma grande emoção. A expectativa é para a Missa do Galo.


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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Guila Flint: Em Israel, o Natal é estrangeiro

BBC Brasil (22/12/2009)

Guila Flint: Em Israel, o Natal é estrangeiro


Quem anda por Tel Aviv nesta semana tem poucas chances de lembrar que uma grande parte do mundo está celebrando o Natal.


Na cidade, de população majoritariamente judaica, existem pouco sinais da comemoração cristã. Apenas na região sul de Tev Aviv se vêem decorações natalinas.


Essa é a parte mais pobre da cidade e onde se concentram os trabalhadores estrangeiros. O único lugar onde se pode comprar árvores e enfeites natalinos é na Estação Rodoviária, no bairro de Neve Shaanan, onde se ouve mais o russo e o inglês do que o hebraico.


No país como um todo, apenas 6% dos habitantes comemoram o Natal, segundo dados oficiais. E esses 6% se dividem em três grupos: os imigrantes da ex-União Sovietica, trabalhadores estrangeiros em geral e cidadãos árabes israelenses que são cristãos.


Crescimento

Embora não seja uma festa muito popular, a comemoração do Natal está lentamente crescendo justamente por causa da entrada desses estrangeiros em Israel.


Depois da abertura da União Sovietica, no início dos anos 1990, mais de 1 milhão de imigrantes da região se mudaram para o país judaico.


De acordo com as estatísticas oficiais, cerca de 200 mil desses imigrantes são cristãos. As autoridades israelenses permitiram a entrada deles por serem cônjuges ou parentes de imigrantes judeus.


Um dos vendedores dos produtos natalinos é o imigrante Michael Duker, de 21 anos, da Sibéria. Duker disse à BBC Brasil que sua familia comemora o Natal, apesar de ser judia.


"Enfeitamos a casa com a árvore natalina, como costumávamos fazer na Sibéria", disse Duker. "Gostamos do Natal porque é uma festa muito alegre e uma oportunidade para reunir a família e tomar juntos uma garrafa de vodca", contou ele. "Não importa a religião, qualquer coisa que traz alegria vale a pena."


Os trabalhadores estrangeiros também comemoram o Natal, mas muitos preferem manter a discrição, especialmente porque entre eles há muitos ilegais.


De acordo com Ran Cohen, coordenador do setor de trabalhadores estrangeiros da ONG Médicos pelos Direitos Humanos, existem cerca de 180 mil trabalhadores estrangeiros atualmente em Israel, sendo que 80 mil não teriam documentos legalizados. A maioria deles é cristã e vem de paises africanos, do leste europeu e das Filipinas.


Marisa, uma trabalhadora das Filipinas, mora há 5 anos em Israel e trata de pessoas idosas. Ela estava comprando uma pequena árvore de Natal "para alegrar um pouco a casa" e se negou a revelar seu sobrenome à BBC Brasil.


Cohen também disse que, nos últimos anos, as autoridades israelenses vêm implementando medidas rígidas contra os trabalhadores ilegais e mais de 150 mil já foram expulsos do país.


Coexistência

O terceiro grupo de cristãos em Israel consiste de cidadãos árabes israelenses, que se concentram principalmente na Galiléia, no norte do país. Os cristãos são uma minoria dentro da minoria árabe em Israel.


De acordo com o sociólogo Amir Mahoul, presidente da Associação das ONGs Árabes, os cristãos são cerca de 9% da população árabe em Israel, de maioria muçulmana.


Mahoul, que é cristão e mora em Haifa, afirmou que "a coexistência entre os cristãos e os muçulmanos pode servir de exemplo e modelo".


Para Mahoul, "os cristãos não têm uma sensação de minoria dentro da comunidade árabe, convivemos muito bem com os muçulmanos e com os druzos. Nos sentimos como minoria por sermos árabes no Estado judaico, mas não por sermos cristãos".


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Os ultraortodoxos contra o Natal

La Repubblica (20/12/2009): Gli ultraortodossi contro il Natale

IHU (21/12/2009): Os ultraortodoxos contra o Natal: Estoura em Jerusalém a "guerra do Natal". Armados de cartazes e panfletos, grupos de religiosos ultraortodoxos decidiram boicotar qualquer forma de simbologia cristã, comercial ou religiosa, que apareça na cidade. A nota é do jornal La Repubblica, 20-12-2009. O "Lobby dos Valores Judeus" declarou guerra às árvores de Natal e ao Papai Noel, que neste período adornam também as ruas e as vitrines da Cidade Santa, no auge da sua afluência turística.


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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O verdadeiro Natal

Jornal da ADUFRJ (15/12/2009): O verdadeiro Natal: Começamos o tempo litúrgico do Advento, em que várias tradições cristãs se preparam para a solenidade do Natal. Caberia, portanto, a pergunta: qual é o verdadeiro significado do Natal? “Natal” significa “nascimento” e a Festa do Natal lembra o nascimento de Jesus, que se convencionou colocar no dia 25 de dezembro. Esse dia era, nas saturnálias romanas, dedicado ao nascimento de Apolo, cuja carruagem era o Sol, daí a expressão ‘Dies Natalis Solis Invicti’ ou o dia de nascimento do “Deus Sol Invicto”. Vemos, então, que a festa do Natal surge como uma sacralização de uma festa que os romanos já consideravam sagrada em sua mitologia. Logo, dizer que o “nascimento de Jesus” é o “verdadeiro” significado do Natal é uma meia-verdade. Imaginem se fosse o contrário, com os herdeiros do antigo paganismo romana dizendo que o “verdadeiro” Natal era o deles, posto que historicamente tinha um significado mítico anterior ao da mitologia cristã e sua festa em honra de Jesus... teríamos de reconhecer que eles não estariam totalmente errados. A perspectiva histórica é, talvez, a melhor forma de se relativizar interpretações rígidas da vida e do mundo, impedindo quaisquer discursos um pouco diferentes do lugar-comum. Encontramos hoje certo tom moralista naqueles que consideram os donos da “verdade” sobre o Natal. Gostaríamos, porém, de propor um “espírito natalino” e democrático que acolha a todos, independente de sua maneira de pensar, ainda que seja diferentemente de como a maioria das pessoas pensam o Natal. >>> Leia mais, clique aqui.


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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Qual o verdadeiro dia do Natal?

Jornal do Brasil, Vida: Saúde e Ciência, página 21, em 25/12/2008.


Qual o verdadeiro dia do Natal?


Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, Astrônomo


Existem eventos que, pela sua natureza, quase que não são questionáveis. Um deles re-fere-se ao Natal. Habituados que estamos a comemorá-lo todos os anos em 25 de dezembro, jamais poderíamos supor que o nasci­mento de Jesus tivesse ocorrido em outra data. No entanto, é justamente o nascimento de Cris­to o acontecimento histórico que mais tem atraído a atenção de diversos astrônomos, em parti­cular daqueles interessados em problemas históricos e preocu­pados com a procura de uma explicação racional para o grande mistério da Estrela de Belém.


Por definição, Jesus nasceu no ano 1 da nossa era, pois o seu nascimento é o evento que marcou o início da era cristã. Na realidade a verdade é outra. Tudo começou em 525 d.C., quando Dionísio, o Pequeno, ao fixar o nascimento de Cristo em 25 de dezembro, efetuou um erro de cálculo da ordem de pelo menos cinco anos. Ele não havia considerado nem o zero (al­garismo que seria introduzido na Índia no século 9 a.C.) nem os quatro anos que o Imperador Au­gusto reinou com o seu próprio nome de batismo, Otávio. Con­siderando todos esses elementos, chegamos à conclusão de que a data de nascimento de Jesus deve situar-se entre os anos 5 a 7 a.C.


Em que dia do ano nasceu Cris­to? O Natal, em 25 de dezembro, começou a ser celebrado em todo o mundo como o dia do nascimento de Jesus depois do ano 336 d.C. Antes, essa data era aceita com o solstício do inverno no hemisfério Norte. Era o meio do inverno, a partir do qual os dias começavam a se alongar. A festa pagã do dies solis invicti natalis, ou seja, o dia do nas­cimento do Sol invicto era ce­lebrado no dia que coincidia com a estação durante a qual os trabalhos cessavam.


Nesse dia em que o Sol co­meçava a se dirigir para o Norte; as casas eram decoradas com ár­vores, presentes eram trocados entre os amigos, ceias e procissões eram efetuadas pelos povos pa­gãos em homenagem ao Sol, que voltava à sua posição elevada. Co­mo os primeiros cristãos come­moravam esse feriado, a Igreja decidiu transformar tal cerimónia pagã numa festa cristã. Assim, o dia 25 de dezembro passou a re­presentar o dia do nascimento de Cristo.


No Oriente, o nascimento foi inicialmente celebrado em 6 de janeiro, data que estava associada à Estrela de Belém. Essa comemo­ração tinha como objetivo subs­tituir a cerimônia pagã que em 6 de janeiro se comemorava no tempo de Kore em Alexandria e em al­gumas regiões da Arábia, quando se celebrava Kore, a virgem, que deu à luz Aion.


Palpites

Em 194 d.A., Clemente de Ale­xandria propôs a data de 19 de novembro do ano 3 a.C, enquanto outros pretendiam que o nasci­mento ocorresse em 19/20 de abril ou 30 de maio. Mais tarde, por volta de 344 d.C, Epifânio (c.315-403) propôs o dia 6 de janeiro embora também tivesse sugerido a data de 20 de maio. Nessas datas existem confusões entre a época da con­cepção e do nascimento. No en­tanto, tais datas parecem concordar com a velha tradição de que Cristo teria sido concebido na primavera, no fim de maio, e nascido em meados do inverno (essas estações referem-se ao Hemisfério Norte).


Segundo os relatos da Bíblia, o nascimento de Cristo pode ser de­terminado em função de São João Batista. Assim Zacarias, o pai de João Batista, foi o sacerdote da travessia de Abia (Lucas 1.8) que teria servido no templo na sexta semana depois da Páscoa, semana anterior ao Pentecoste. Como todos os sacerdotes também serviram durante o Pentecoste, Zacarias teria deixado Jerusalém para sua casa no décimo segundo dia do mês do calendário israelita Sivan, ou seja, em 12 de junho do nosso calen­dário. Ora, como Isabel, sua esposa, concebeu seu filho depois do seu retorno (Lucas 1.24) conclui-se que João Batista deve ter nascido 280 dias mais tarde, ou seja, nas vi­zinhanças do dia 27 de março. Lucas (1.36) registrou ser Cristo seis meses mais jovem que João Batista, o que faz ter o nascimento de Cristo ocor­rido em setembro seguinte, ou seja, no outono do ano 7 a.C.


A primitiva tradição cristã re­gistrava que Jesus nasceu um dia depois de um Sabbath judeu, isto é, em um domingo. Crenças astro­lógicas tradicionais indicam, como dia mais provável, o sábado, dia 22 de agosto de 7 a.C. Seria con­veniente lembrar que no calendário judeu o dia começa ao pôr-do-sol, de modo que se considerarmos a legenda que Cristo nasceu depois do pôr do Sol, podemos aceitar que o seu nascimento ocorreu em 21 de agosto do ano 7 a.C.


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Astrônomo diz que Jesus pode ter nascido em junho



Tradições em perigo em Nazaré

Minoria cristã luta para manter viva sua cultura em cidade onde Jesus viveu


O Globo, Mundo, página 16, em 25/12/;2008 - Em Nazaré, cidade que viu Jesus crescer, os cristãos celebraram o Natal com o desejo de preservar sua identidade religiosa, minoritária em Israel e na comunidade árabe, de maioria muçulmana, e de evitar que a redução acelerada da população acabe com as tradições cristãs na região.


Apesar de a cidade de Belém, na Cisjordânia, atrair todas as atenções no Natal por ser o lugar em que, segundo a tradição, Jesus nasceu, Nazaré — encravada na região bíblica da Galiléia — também se enfeita para a comemoração.


Jesus, segundo relatos dos Evangelhos, passou quase toda a sua vida e fez seu primeiro sermão em Nazaré, na época um pequeno povoado cujo nome derivou o termo cristianismo nas línguas árabe e hebraica.


Mas o ambiente aparentemente festivo na cidade esconde o temor de que as tradições do lugar estejam com os anos contados.


— Sofremos perseguições e massacres há mais há dois mil anos, mas estamos aqui. Agora, corremos o risco de desaparecer, e nossas tradições vão junto. O pior é que ninguém está se importando — disse o cristão Fuad Farah.


Os árabes cristãos, que nos anos 70 eram 10% da população da Israel, hoje representam 1,7%, percentual que está diminuindo a cada dia. Nazaré, que em 1948, ano da fundação de Israel, tinha 57% da população árabe cristã, viu esse índice despencar para os 32% de hoje. Segundo especialistas em população, o número de árabes cristãos que deixa Israel não compensa o número de nascimentos. Se essa tendência não se reverter, as tradições cristãs poderão virar passado nas terras onde Jesus viveu.


Peregrinos retornam a Belém para o Natal

Enquanto isso, em Belém, milhares de peregrinos cristãos se reúnem esses dias em torno da Praça da Manjedoura sob forte esquema de segurança da Autoridade Nacional Palestina.


Cerca de 500 agentes chegaram de cidades da Cisjordânia como Ramallah e Jericó para garantir a segurança durante as festas de fim de ano.


— Esperamos 40 mil visitantes em Belém esta semana — informou Khouloud Daibes-Abu Dayyeh, ministro do Turismo palestino.


O turismo entrou em colapso após o início da segunda intifada, em 2000. Mas este Natal, a procura nos hotéis aumentou. Enquanto a Faixa de Gaza está à beira de uma grande crise com o fim da trégua entre o Hamas e Israel, o declínio da violência na Cisjordânia atrai turistas.


— A melhora na segurança significa que teremos números maiores. Estamos nos esforçando para restaurar o turismo — disse Dayyeh.