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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Criacionismo prospera no mundo islâmico, mas sem crença de Terra recente

FSP online (12/11/2009): Criacionismo prospera no mundo islâmico, mas sem crença de Terra recente: O criacionismo está crescendo no mundo muçulmano, da Turquia ao Paquistão, passando pela Indonésia, afirmaram acadêmicos internacionais, no mês passado, em um encontro para discutir o assunto. No entanto, eles disseram, criacionistas que creem que Deus criou o Universo, a Terra e a vida há apenas alguns milhares de anos são raros (se é que existem). Uma razão é que, embora o Corão, texto sagrado do islã, diga que o universo foi criado em seis dias, a frase seguinte acrescente que um dia, nesse contexto, é uma metáfora: "mil anos da sua contagem". Em contraste, alguns criacionistas cristãos descobrem na Bíblia uma cronologia exata que faz com que a Terra tenha 6 mil anos e, portanto, se opõe não apenas à evolução, mas também a grande parte da geologia e cosmologia moderna, que afirma que a Terra e o Universo têm bilhões de anos. "As visões da evolução científica são claramente influenciadas por crenças religiosas implícitas", disse Salman Hameed, que organizou a conferência realizada em dois dias no Hampshire College, onde ele é professor de ciências integradas e humanidades. "Não existe criacionismo que acredita que a Terra é jovem". >>> Leia mais, clique aqui.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

30% dos docentes ingleses são a favor do criacionismo

Mais de um quarto dos professores de ciências das escolas públicas da Grã-Bretanha acredita que o criacionismo deveria ser ensinado com a Teoria da Evolução nas escolas, de acordo com uma pesquisa realizada com profissionais do ensino fundamental e médio do país. Foram ouvidos 923 docentes e outros 65% discordaram da inclusão das explicações religiosas para a origem do Universo no currículo escolar. >>> Leia mais em O Estado de São Paulo, em 24/12/2008.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Criacionismo no quadro negro

O Globo, Ciência, página 37, em 17/09/2008.

Criacionismo no quadro negro

Cientista britânico defende ensino 'alternativo' sobre evolução e perde emprego


O delicado debate entre ciência e religião acaba de ganhar mais um capítulo. O comentário de um renomado pesquisador inglês sobre o criacionismo abriu um racha no meio científico inglês e culminou com a renúncia do biólogo Michael Reiss, diretor de educação da prestigiosa Royal Society, a academia de ciências do Reino Unido.

Há uma semana, durante um Festival da Ciência, em Liverpool, Reiss — que também é sacerdote da igreja Anglicana — disse ser favorável à discussão sobre todas as formas alternativas para a origem do universo — inclusive o criacionismo, que defende a idéia de que o mundo foi criado por um ser superior — nas aulas de ciência das escolas. Criticado por outros cientistas e pressionado pela sua própria instituição, Reiss, que disse ter sido mal interpretado, foi levado a abandonar o cargo, gerando mais críticas, dessa vez também à atuação da Royal Society.

Pedido de demissão gera controvérsia
Em comunicado oficial divulgado ontem, a Royal Society — que já teve Charles Darwin, o pai da Teoria da Evolução, entre seus integrantes — declarou seu apoio ao pedido de demissão de Reiss. “Comentários recentes do professor Michael Reiss sobre o criacionismo geraram muitos mal entendidos. Embora não fosse a sua intenção, isso causou danos à imagem da instituição.

Em seu pronunciamento em Liverpool, Reiss disse que, embora o criacionismo não tenha qualquer base científica, o assunto deveria ser discutido nas salas de aula porque a sua exclusão somente faria com que muitas crianças, vindas de famílias religiosas, se distanciassem cada vez mais da ciência.

A reação foi imediata. “O criacionismo se baseia na fé e não tem nada a ver com a ciência”, disse Lewis Wolpert, biólogo da University College, de Londres. Para John Fry, físico da Universidade de Liverpool, as aulas de ciências “não são o lugar apropriado para discutir uma teoria que se opõe a qualquer demonstração científica.”

Vaticano diz que Darwin nunca foi proibido
A renúncia de Reiss dividiu os cientistas. Robert Winston, do Colégio Imperial, em Londres, condenou a decisão: “Reiss estava tentando mostrar que deveríamos esclarecer os pontos polêmicos da ciência e isso deveria ser aplaudido pela Royal Society”. Para Harry Kroto, Prêmio Nobel de Química, a decisão foi acertada. “Um educador jamais poderia dar o sinal verde para que surgissem interpretações religiosas sobre a origem do universo”.

Na Itália, o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Gianfranco Ravasi, disse que não há contraposição entre a fé e a teoria da evolução de Charles Darwin, lembrando que o naturalista britânico nunca foi condenado pela Igreja.

A declaração foi feita durante a apresentação no Vaticano de um congresso que será realizado em Roma, ano que vem, sob o título “Evolução biológica: fatos e teorias. Uma avaliação crítica 150 anos após A origem das espécies.