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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 30 de novembro de 2008

Orfismo e Cristianismo

Anais da XXIII Semana de Estudos Clássicos e V Encontro de Iniciação Científica em Estudos Clássicos “Cultura Clássica: inter-relações e permanência” - ISSN1984-2449, Araraquara, 1-345, 2008


Orfismo e Cristianismo

Prof. Aluysio FÁVARO - UEL

Profª Cláudia Valéria Penavel BINATO - FCL de Assis - UNESP

sábado, 29 de novembro de 2008

Em "Galiléia", autor usa Bíblia para contar história no sertão

La comparacin en la enseanza de la historia

Em "Galiléia", autor usa Bíblia para contar história no sertão

Ronaldo Correia de Brito consegue narrativa de densidade e precisão


Romance é estréia de contista, cronista e dramaturgo no gênero; livro foge de regionalismos ao se fincar no presente e na globalização


VIVIEN LANDO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Folha de São Paulo, Ilustrada, em 29/11/2008.


Na Galiléia original, nasceram Jesus e os apóstolos, com exceção de Judas Escariotes, natural da Judéia. Das tantas cidades da região, inclusa Nazaré, foram poucos os habitantes que acreditaram nos milagres, na Ressurreição ou mesmo na existência do Cristo.


Já na Galiléia do escritor Ronaldo Correia de Brito, uma antiqüíssima fazenda encravada no sertão dos Inhamuns, Ceará, a família Rego Castro prefere crer no que não vê, dialogar com os mortos, ocultar os estupros, esconder os assassinos e cultuar o adultério e conseqüentes bastardos.


Originários da mistura entre portugueses judeus e cristãos novos, índios de duas tribos e negros, quase todos do clã possuem nomes tirados da História Sagrada, na qual o Velho e o Novo Testamento convivem em alternância. E ainda usufruem da licença poética do autor, que atribui a uns o nome e a outros a lenda, como é o caso de Esaú e Jacó, cuja história do gêmeo bíblico predileto da mãe recai sobre outro parente.


Em sua estréia em romance, vindo de longa carreira como contista, cronista e dramaturgo, esse cearense de 58 anos recorta a Bíblia em um quebra-cabeça de novo encaixe -com muita habilidade e, sobretudo, intimidade, já que algumas personagens o acompanham em origem e trajetória: nascimento no sertão, passagem pelo Cariri, formação médica no Reino Unido e mudança para o Recife.


O mais próximo do autor é o narrador Adonias, médico que, em companhia de dois primos, retorna à casa paterna sob o pretexto de assistir à morte do avô, um sertanejo retado que deveria se chamar Abraão, mas, por insistência do padre de batismo, acabou Raimundo Caetano, com muita honra.


O outro primo, um que foi registrado como filho do avô e irmão do próprio pai, escondeu suas dores na Noruega, enquanto o terceiro caminhou a esmo entre Paris e Nova York, numa suposta carreira musical que se revela pouco artística.


"Mas o que fizemos Davi, Ismael e eu todos esses anos, senão fugir? O mar!", reconhece Adonias, ao se dar conta da repetição dos atos dos antepassados da Idade Média. Ou da semelhança com os judeus, que nunca têm o direito de esquecer, mesmo não o sendo mais.


Da confluência autorizada entre o rio Jaguaribe e o Jordão, onde o trem azul do Cariri nem faz mais curva, onde o Muro das Lamentações esbarra no Santo Sepulcro situado a poucos metros da estátua do Padim Cícero, no Juazeiro do Norte, e onde a seca da caatinga chama chuva forte para enxaguar mágoas, Ronaldo Correia de Brito extraiu um livro denso, preciso e, às vezes, esquemático.


Sobretudo pela busca insana de encaixar destinos irreconciliáveis e mundos tão diversos. Felizmente, passa longe do new regionalismo que tentam lhe atribuir: se finca no presente e permanece atento a uma realidade na qual, até segunda ordem, a globalização é soberana.


Ao final, diante da morte que não chega a tempo na hora e local combinados, branquelas, gentios e caciques retomam suas vidinhas sem discussão.


Afinal, o período de confrontos serviu para o resgate individual, um rápido intervalo entre o gênesis e o apocalipse de cada um dos nascidos na Galiléia -o lugar onde nunca se sabe o que é verdade.


GALILÉIA
Autor:
Ronaldo Correia de Brito

Editora: Alfaguara

Quanto: R$34,90 (236 págs.)


Veja mais:

Scliar reaviva episódio do Antigo Testamento

Arqueologia Bíblica e construção de identidades: notas acerca da pesquisa arqueológica nas chamadas terras da Bíblia

Arqueologia Bíblica e construção de identidades: notas acerca da pesquisa arqueológica nas chamadas terras da Bíblia

Gabriella Barbosa RODRIGUES - G – IFCH – UNICAMP

É possível dizer que a Arqueologia Bíblica, antes mesmo de ser considerada disciplina acadêmica, já era permeada por discursos de caráter identitário. Além do aspecto religioso evidente, as chamadas “terras da Bíblia” desempenharam importante papel na construção de mitos nacionais de origem entre nações “imperialistas” ocidentais emergentes. Neste trabalho, gostaríamos de enfatizar como a cultura material, especialmente a que se relaciona ao texto bíblico, está ligada à constituição dessas identidades religiosas e, também, nacionais. Nessa mesma linha, não podemos deixar de enfocar os aspectos políticos da Arqueologia Bíblica, considerando que não são dela exclusivos, mas concernem a qualquer trabalho de Arqueologia em geral, apenas para ficar dentro da disciplina. >>> Leia mais, clique aqui.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Funerary monument reveals Iron Age belief that the soul lived in the stone

The University of Chicago – News - November 18, 2008

Discovery in Turkey Comes from Major Iron Age Site


Archaeologists in southeastern Turkey have discovered an Iron Age chiseled stone slab that provides the first written evidence in the region that people believed the soul was separate from the body.


University of Chicago researchers will describe the discovery, a testimony created by an Iron Age official that includes an incised image of the man, on Nov. 22-23 at conferences of biblical and Middle Eastern archaeological scholars in Boston. >>> Leia mais, clique aqui.


Leia mais:

Um antigo monumento à alma: primeira prova escrita da separação do corpo

SBL: Kuttamuwa Stele from Zincirli

Kuttamuwa Inscription Lines 6-13: Image, Text and Translation

Estela de Kuttamuwa: foto, texto e tradução

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Manuscritos do Mar Morto

Já nas bancas!!!!!!!

Aventuras na História – Dezembro de 2008 – Edição Número 65



Letters of Kings about Votive Offerings, The God of Israel and the Aramaic Document in Ezra 4:8-6:18

Journal of Hebrew Scriptures - Volume 8: Article 23 (2008)

Andrew E. Steinmann,

Letters of Kings about Votive Offerings, The God of Israel and the Aramaic Document in Ezra 4:8-6:18

Abstract: Building on Bill's Arnold's thesis that the presence of Aramaic in Ezra presents a shift in perspective to an external point of view, Joshua Berman has theorized that Ezra 4:8-6:18 presents a narrator who is speaking from a gentile point of view as opposed to a Judean voice for the Hebrew that precedes and follows this Aramaic section. However, Berman's thesis does not account for all of the narration in this Aramaic text. The narrative verses that link the individual letters in this section indicate that the controlling voice for the overall narration is pro-Judean. These verses employ the Judeo-centric language and demonstrate that the author had a Judean source for much of the information he presents. Moreover, the narrative that connects the letters demonstrates the narrator's knowledge of the Judean prophets, their names, patronymics and office as prophets (5:1; 6:14), revealing his Judean perspective. Ultimately, this narrator reveals his viewpoint by placing the command of God next to the decrees of Persian kings (6:14). Thus, Ezra 4:8-6:18 is a single literary creation, a document that is the result of an archival search and is designed to persuade the reader that the Judeans ought to be allowed to build in Jerusalem. The inclusion of this Aramaic document in Ezra is the author/editor's way of demonstrating that even under foreign dominance, the Judeans will ultimately prosper because their God controls the events of the narrative and speaks through pro-Judean narrators even in a foreign tongue.


Khirbet Qeiyafa: Sha`arayimn

Journal of Hebrew Scriptures - Volume 8: Article 22 (2008)

Yosef Garfinkel and Saar Ganor,

Khirbet Qeiyafa: Sha`arayimn

Abstract: Khirbet Qeiyafa is a 2.3 hectare fortified early 10th century BCE site, located in the Judean Shephelah, atop a hill that bordered the Elah Valley from the north. This is a key strategic location in the biblical kingdom of Judah, on the main road from Philistia and the Coastal Plain to Jerusalem and Hebron in the hill country. It is the only site in the Kingdoms of Judah and Israel with two gates. This unique feature provides a clear indication of the site's identity as biblical Sha`arayim, a place name that means "two gates" in Hebrew. Sha`arayim is mentioned three times in the Bible: Jos 15, 36, 1 Sam 17:52 and 1 Ch 4:31-32). It is located near the Elah valley, associated with King David twice, and not mentioned in conjunction with any other later First Temple period tradition. This accords with the archaeological and radiometric data that indicate a single-phase settlement in the early 10th century BCE at Khirbet Qeiyafa.


Veja mais:

Nadav Na'aman: In Search of the Ancient Name of Khirbet Qeiyafa


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Leitura e ensino da Bíblia no Brasil é tema de simpósio

CEBI, em 25/11/2008 - A Leitura e Ensino da Bíblia no Brasil é o tema do Simpósio que a Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE) promove de 15 a 18 de dezembro de 2008, em São Leopoldo. O evento será realizado no Seminário Concórdia da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), com participação de Milton Schwantes, Paulo Teixeira e Vilson Scholz.


A programação do simpósio conta com uma mesa redonda com professores da área de Bíblia sobre o ensino das disciplinas bíblicas nas escolas de teologia. Também será assunto do evento o panorama da hermenêutica no Brasil, bem como as percepções sobre leituras da Bíblia.


Além disso, haverá uma oficina sobre ferramentas para o ensino das línguas bíblicas e outra sobre o ensino da metodologia exegética.


As inscrições podem ser feitas junto ao site www.aste.org.br.

Para mais informações escreva para aste@uol.com.br

ou telefone para (11) 3257-5462.

domingo, 23 de novembro de 2008

La Traducción de Términos Gramaticales Hebreos al Latín em el Siglo XVI

La Traducción de Términos Gramaticales Hebreos al Latín em el Siglo XVI

MANUEL VEIGA DÍAZ

Instituto Teológico Lucense

Universidad Pontificia de Salamanca

Para valorar en su justa medida la labor de traducción a la que aludimos en el título de nuestra comunicación, será preciso comenzar por exponer, aunque sea a grandes rasgos, cuáles fueron los comienzos de la gramática hebrea.

La gramática hebrea está relacionada, desde su nacimiento, con la gramática árabe. Las razones de esta relación son múltiples: en primer lugar, razones de orden cronológico, pues la gramática hebrea comienza a cultivarse de una manera sistemática a partir del siglo X, momento de esplendor de la cultura islámica; en segundo lugar, razones de orden geográfico, pues los primeros gramáticos hebreos proceden del norte de África y sus sucesores son naturales de Al-Ándalus, centro cultural islámico del momento bajo el poder del califato omeya de Córdoba; por último, los hebreos, como los árabes, buscan con su estudio de la lengua la correcta interpretación de un texto inspirado. >>> Leia mais em Res Diachronicae Virtual 4 (2005): El Contacto de Lenguas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

As Imagens de Davi na Historiografia Bíblica

As Imagens de Davi na Historiografia Bíblica

Belinda Aparecida Paulino da Silva Cúrcio

Dissertação de mestrado em Ciência da Religião (UCG).

Data da defesa: 25/03/2002.

Resumo: O objeto da presente pesquisa é apresentar as imagens de Davi nas historiografias bíblicas, buscando-se levantar o perfil de Davi revelado pela Obra Historiográfica Deuteronomista e pela Obra Historiográfica Cronista, bem como conhecer o que é peculiar a cada uma delas, os paradigmas que cada historiografia construiu em torno de sua pessoa e sua repercussão na história de Israel. A história desse personagem é muito discutida pelos estudiosos da Bíblia e a sua imagem é analisada e interpretada sob várias perspectivas. Na pesquisa, os resultados variam conforme o método de investigação, bem como o ponto de partida hermenêutico de cada pesquisadora e pesquisador. Foi através de acessos metodológicos distintos que cada um procurou chegar ao conhecimento e à explicação de determinados aspectos do comportamento e da imagem de Davi. A partir da comparação da imagem de Davi na Obra Historiográfica Deuteronomista e na Obra Historiográfica Cronista observa-se que existem formas diferentes de representação e atuação desse personagem. Procura-se também comparar os textos em 2Sm 6, 1-11 e 1Cr 13, 1-14, focalizando a relação e o significado de Davi e do translado da arca nesses dois textos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Por que não se pronuncia nome de «Iahweh» na liturgia católica

Explicação de Michel Remaud, diretor do Instituto Albert Decourtray


JERUSALÉM, quinta-feira, 20 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- O pedido da Santa Sé de não pronunciar o nome bíblico de Deus, «Iahweh», constitui um novo gesto de respeito pelo povo judeu e permite compreender melhor a fé cristã. Assim explica o Pe. Michel Remaud, diretor do Instituto Albert Decourtray (http://www.institut-etudes-juives.net), instituto cristão de estudos judaicos e de literatura hebraica de Jerusalém, em uma declaração feita à Zenit para dar a compreender a transcendência da decisão vaticana.


O Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, celebrado em outubro, recordou a carta enviada no verão pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos às conferências episcopais do mundo, na qual pede que não se use o termo «Iahweh» nas liturgias, orações e cantos.


A carta explica que este termo deve traduzir-se de acordo ao equivalente hebraico «Adonai» ou do grego «Kyrios» - «Senhor» em português.


Em síntese, explica o especialista, «hoje, o nome divino já não se pronuncia nunca», e declara como o povo judeu chegou a esta prática baseando-se na tradição judaica, e em especial na Mishná, corpo exegético de leis judaicas compiladas, que recolhe e consolida a tradição oral judaica desenvolvida durante séculos, desde os tempos da Torá ou lei escrita, e até sua codificação, no final do século III.


«Até perto do ano 200 antes da nossa era, o nome divino era pronunciado todas as manhãs no momento na bênção sacerdotal: ‘Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor mostre a sua face e se compadeça de ti. Que o Senhor volva o teu rosto para ti e te dê a paz’ (Nm 6, 24-26)», começa recordando o especialista.


«A Mishná indica que o nome era pronunciado no templo ‘como está escrito’, enquanto se usava outra denominação (Kinuy) no resto do país. A partir de certa época, deixa-se de pronunciar o nome divino na liturgia diária do templo. O Talmude dá a entender que se toma esta decisão para evitar que alguns fizessem do nome um uso mágico», explica o padre.


Segundo as fontes do Pe. Remaud, «a partir da morte do grande sacerdote Simão o Justo, por volta de 195 antes de nossa era, deixa-se de pronunciar o nome divino na liturgia diária».


O erudito compara o testemunho do Talmude com o do livro de Ben Sira (o Eclesiástico).


Simão o Justo é evocado nele, no capítulo 50, ao término de uma longa passagem (capítulos 44-50), onde são recordados todos os «homens ilustres» desde Enoc, passando pelos patriarcas, Moisés, Davi, Elias, etc.


Esta enumeração acaba detendo-se no grande sacerdote Simão, descrito amplamente na glória da majestade do exercício de suas funções. Esta descrição culmina na pronunciação do nome divino, que aparece assim como a conclusão destes sete capítulos: « Então, descendo do altar, o sumo sacerdote elevava as mãos sobre todo o povo israelita, para render glória a Deus em alta voz, e para glorificá-lo em seu nome» (Eclesiástico 50, 22).


A partir de Simão o Justo e até a ruína do tempo, o nome só se escutava «como se escreve» na liturgia do Yom Kipur, no templo de Jerusalém, onde o grande sacerdote o pronunciava 10 vezes por dia, continua explicando Remaud.


«Os ‘cohanim’ (descendentes de Aarão) e o povo presente no átrio, quando ouviam o nome explícito através da boca do grande sacerdote, ajoelhavam-se, prostravam-se com o rosto por terra, dizendo: ‘Bendito seja o nome glorioso de seu reino para sempre’.»


A Mishná não diz que o grande sacerdote pronunciava o nome divino, mas que o nome «saía de sua boca», esclarece.


Parece também que, no final do período do segundo templo, o grande sacerdote já somente pronunciava o nome em voz baixa, como explica uma lembrança de infância do rabino Tarphon (séculos I-II), que conta que, inclusive aguçando o ouvido, não teria podido escutar o nome.


A fórmula do Êxodo, «Este é meu nome para sempre» (Êxodo 3, 15), mediante um jogo de palavras em hebraico, é interpretada pelo Talmude de Jerusalém: «Este é meu nome para estar escondido».


Segundo esta evolução, «hoje, o nome divino não se pronuncia nunca – explica o sacerdote católico. No ofício do Yom Kipur na sinagoga, que reemprega a liturgia do templo pela recitação do que acontecia quando o templo existia, as pessoas se prostravam na sinagoga quando se recorda – sem pronunciá-lo – que o grande sacerdote pronunciava o nome divino».


O sacerdote se atreve a tirar uma conclusão deste repasso histórico, advertindo que se trata de uma posição pessoal.


«Sabe-se que o Novo Testamento e os primeiros cristãos, denominando Jesus com o termo ‘Senhor’ (Kyrios), aplicaram-lhe deliberadamente o termo utilizado em grego para traduzir o nome divino», explica.


«Na tradição litúrgica do judaísmo, este nome divino não era pronunciado mais que na liturgia do perdão dos pecados, no dia do Kipur. Poderia ver-se uma alusão a esta tradição e ao poder purificador do nome neste versículo da primeira epístola de São João: ‘Vossos pecados foram perdoados por seu nome’ (1 João 2, 12)», conclui.


A conclusão do especialista coincide com a do Vaticano, pois a carta da Congregação para o Culto Divino explica que a tradição de traduzir «Iahweh» por Senhor «é importante para entender Cristo», já que o título de «Senhor» é intercambiável entre o Deus de Israel e o Messias da fé cristã».

Institut Chrétien d’Études Juives et de Littérature Hébraïque

Institut Chrétien d’Études Juives et de Littérature Hébraïque

Um antigo monumento à alma: primeira prova escrita da separação do corpo

O Globo, Ciência, página 36, em 19/11/2008.


Um antigo monumento à alma

Primeira prova escrita da separação do corpo


John Noble Wilford

Do New York Times


Num reino montanhoso localizado no atual sul da Turquia viveu, no oitavo século antes de Cristo, Kuttamuwa, um oficial real encarregado de supervisionar as obras de um monumento de pedra a ser erguido após a sua própria morte. As palavras escolhidas para o seu epitáfio: “para a minha alma, que está neste monumento”.


Arqueólogos da Universidade de Chicago, que fizeram a descoberta no ano passado nas ruínas de uma cidade murada perto da fronteira com a Síria, sustentam que o monumento oferece a primeira evidência escrita de que as pessoas da região adotavam o conceito da alma separada do corpo. Em oposição, povos semitas da mesma época, como os israelitas, acreditavam que corpo e alma eram inseparáveis e, por isso, a cremação seria impensável, como observa a Bíblia.


Indícios circunstanciais achados no sítio sugerem que eles cremavam seus mortos no local. A descoberta e suas implicações foram descritas na semana passada em entrevistas concedidas por arqueólogos da Universidade de Chicago que participaram das escavações na Turquia.


— Normalmente, nas culturas semitas, a alma de uma pessoa, sua essência vital, adere aos ossos dos mortos — afirmou David Schloen, arqueólogo do Instituto Oriental da universidade e coordenador das escavações.


— Mas aqui temos uma cultura que acreditava que a alma não está no cadáver, mas tinha sido transferida para uma pedra mortuária.


Programação do V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos


Veja a programação completa do

V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos, clique aqui

ou

Programação do V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos


O Programa de Estudos Judaicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) anuncia o V ENCONTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS JUDAICOS que se realizará em 02 a 05 de Dezembro de 2008 no campus dessa Universidade. O objetivo do evento é proporcionar um amplo debate em torno dos estudos e pesquisas realizadas sobre a temática judaica e, ao mesmo tempo, promover novos questionamentos e propostas críticas a serem incorporadas às futuras agendas de trabalho. As temáticas vão se concentrar em dois eixos principais: “Judaísmo e Globalização” e os “60 Anos do Estado de Israel e o Oriente Médio”. A cerimônia de inauguração terá como objetivo apresentar os 15 anos de atividades do Programa de Estudos Judaicos e iniciar os trabalhos acadêmicos com o “Painel de Abertura” que terá como conferencistas os doutores Anita Novinski (USP), Joseph Hodara (Universidade Ben Gurion/Israel) e Marcos Aguines (Universidade Buenos Aires, escritor). O evento contará com um grande número de professores e pesquisadores de várias universidades brasileiras e do exterior.


Veja mais:

V Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos


New excavations strengthen identification of Herod’s grave at Herodium

O Globo, Ciência, página 30, em 20/11/2008.


Herodes: mais descobertas

Achadas em Jerusalém tumbas de mulher e nora do rei


Renata Malkes Especial para O GLOBO

JERUSALÉM. Depois de 36 anos de buscas, arqueólogos israelenses anunciaram a descoberta dos túmulos da mulher e da nora do rei Herodes no complexo de Herodium, a 12 quilômetros de Jerusalém.


Além dos caixões com os restos mortais da família real, os pesquisadores encontraram ainda os resquícios de um antigo anfiteatro com capacidade para até 750 espectadores.


O estilo suntuoso do mausoléu seria a prova definitiva de que o túmulo encontrado no ano passado no mesmo local pertencia ao próprio Herodes, conhecido por projetos ousados e grandiosos, como a construção das muralhas de Jerusalém.


Segundo o chefe das escavações, o arqueólogo Ehud Netzer, da Universidade Hebraica, o luxo do anfiteatro é característico do período herodiano.


— Nunca vimos pinturas como estas em Israel. Apenas uma foi encontrada intacta, mas temos indícios de mais algumas espalhadas pelo anfiteatro — explicou Netzer.


Há muito acreditava-se que o rei e seus familiares estariam enterrados no gigantesco complexo. A profusão de piscinas, jardins e salas chegou a dificultar o trabalho dos arqueólogos.


— Estou seguro de que Herodium foi construído pela determinação do monarca em entrar para a história. Ele escolheu cautelosamente o local, pois queria ser enterrado numa área isolada, árida, próxima a Jerusalém — disse o pesquisador.


Herodes foi nomeado governador da Galiléia com apenas 25 anos de idade e eleito “rei dos judeus” pelo Senado romano, ficando no poder por pelo menos 34 anos.


Veja mais:

New excavations strengthen identification of Herod’s grave at Herodium: Analysis of newly revealed items found at the site of the mausoleum of King Herod at Herodium (Herodion in Greek) have provided Hebrew University of Jerusalem archaeological researchers with further assurances that this was indeed the site of the famed ruler’s 1st century BCE grave. >>> Leia mais em News@HebrewU, em 19/11/2008.