Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.
Revista Época (08/05/2009): “A Bíblia não tem inspiração divina”: Em entrevista a ÉPOCA, Bart Ehrman, professor de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, fala sobre seu novo livro, no qual debate as contradições dos evangelhos. O americano Bart Ehrman cresceu em uma família religiosa e, quando adolescente, havia se tornado um evangélico fervoroso. O interesse pela Bíblia e por sua história o acompanhou a vida toda e hoje, após 35 anos de estudo, diz ter abandonado o Cristianismo por não acreditar que Deus poderia estar no “comando de um mundo cheio de dor e sofrimento”. Professor de estudos religiosos na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Ehrman já escreveu 21 livros sobre religião, incluindo Verdade e Ficção em O Código Da Vinci, sobre o best-seller de Dan Brown, e O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? – Quem mudou a Bíblia e por quê, que figurou entre os mais vendidos na lista do jornal The New York Times. Agora, em Jesus, Interrupted (ainda sem tradução), que será lançado no Brasil no segundo semestre, Ehrman tenta revelar as contradições da Bíblia, que provam, segundo ele, que o livro não foi enviado à humanidade por Deus.
There have been many theories about the authors of the Dead Sea Scrolls and the persons and events they describe. However a consensus has emerged: most scholars now reject the idea that the scrolls are directly connected with Jesus and early Christianity. >>> Leia mais, clique aqui.
Sinopse: Nenhum texto em toda a história mundial recebeu tantas traduções e interpretações como O Cântico dos Cânticos, afirma Geraldo Holanda Cavalcanti na apresentação de seu estudo sobre o texto bíblico. O fascínio que o texto sempre exerceu em poetas, em literatos e no público em geral rendeu-lhe, desde a Antigüidade até nossos dias, inúmeras traduções, análises e interpretações, marcando a literatura e a cultura ocidentais de forma significativa. Neste ensaio, o autor examina algumas das questões controversas que envolvem o texto, analisa a autoria, a questão da sacralidade, e as inúmeras correntes de interpretação desde a Antigüidade. O objetivo do autor é apresentar um texto de trabalho ou, como prefere, um exercício de compreensão com base no exame criterioso das mais modernas interpretações de estudiosos do assunto. Comentários analíticos acompanham a tradução, enriquecendo a compreensão e justificando as escolhas do tradutor.
Aurora (09/05/2009): Controvertida obra de Opera presentan una imagen negativa de Sansón: La ciudad belga de Amberes acoge la ópera "Sansón y Dalila", ambientada en el Oriente Medio actual y que describe los "mecanismos de opresión" que se dan en la región y en otros conflictos en todo el mundo. El controvertido montaje, que ha corrido a cargo del israelí Omri Nitzan y del palestino Amir Nizar Zuabi Sanson, presenta a un Sansón hebreo que, humillado por la palestina Dalila, comete un atentado suicida y "sangriento" contra los palestinos. Una imagen negativa de Sansón que se aleja de la tradición judía, la cual le presenta como un héroe que luchó por la liberación de su pueblo. >>> Leia mais, clique aqui.
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O Globo, Mundo, pág.26, em 08/05/2009.
Sansão homem-bomba provoca reação
Produção teatral belga faz de Dalila uma judia que trai o herói defensor de palestinos
Michael Kimmelman - Do New York Times
ANTUÉRPIA, Bélgica. De onde eu estava sentado não dava para saber se o empresário judeu iria partir para cima do chefe da Ópera de Flandres, Aviel Cahn, um judeu suíço. O bate-boca começou depois de uma mesa redonda no teatro sobre política e arte.
“Sansão e Dalila”, dirigido pelo israelense Omri Nitzan e pelo palestino Amir Nizar Zuabi, estrearia na noite seguinte.
Um grupo de judeus de Antuérpia, parte da plateia da mesa redonda, sentiu-se insultado com a produção. Eles acharam que houve uma insinuação nos cartazes publicitários espalhados pela cidade mostrando um palestino arremessando uma pedra.
“Sansão e Dalila”, de Saint-Saëns, é um inofensivo melodrama de segunda classe com alguns bons números. Conta a história bíblica de hebreus na ocupação de filisteus em Gaza. Graças a Sansão, os hebreus se sublevam, apenas para serem escravizados de novo, após Dalila, sua amante filisteia, traí-lo (entregando aos filisteus o segredo de seu poder: os cabelos).
Encontrar parábolas para o Oriente Médio atual não requer grande imaginação.
Nitzan e Zuabi, porém, transformam os hebreus em palestinos, os filisteus em israelenses, e Sansão num homem-bomba que veste sua túnica explosiva no final. Isso ocorre depois que os judeus dançam sobre palestinos. Jovens soldados israelenses humilham palestinos com os olhos vendados, e atiram numa criança palestina. Então, num pavoroso bacanal no último ato, soldados israelenses dançam de forma orgiástica com seus fuzis fálicos.
A cena foi demais até para a polida plateia belga da noite de abertura, que vaiou.
Mas assumir posições políticas é normal. A raiva é uma resposta perfeitamente sã à ocupação israelense. E toda arte é política.
Mas a política não deve ser tudo e acabar com a arte. A relação entre os dois era o tópico da mesa redonda.
Zuabi argumentou que arte política eficaz exige uma grande convicção, Nitzan disse que mitos e histórias bíblicas fornecem uma lente útil através da qual se pode ver os problemas de hoje mais claramente.
06/05/2009: The Israel Antiquities Authority has announced the recovery of a fragment from an ancient Hebrew scroll in the possession of Palestinian antiquities thieves. It's a rare find to come across a 2,000 year old scroll.
The director of the Unit for the Prevention of Antiquities Robbery in the Israel Antiquities Authority: “It seems we are dealing with rare historic evidence regarding the Jewish people in their country from more than 2,000 years ago”. >>> Leia mais, clique aqui.