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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 30 de maio de 2008

The Connection Between Space Shuttles and the Hebrew Language



Bereshit: an easy-Hebrew newspaper for beginners. Jerusalém: Israel, Número 17, em 18/05/2008, página 6.


Veja uma edição on-line do Yanshuf:

"Yanshuf" is an easy Hebrew newspaper that is intended for anyone who wants to learn Hebrew and for those looking to improve their existing knowledge of the language.


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pássaro proibido da Bíblia é nomeado ave nacional de Israel


da Reuters, em Jerusalém
da Folha Online, em 29/05/2008.

Nesta quinta-feira, Israel nomeou a poupa (Upupa epops) sua ave nacional. O pássaro, conhecido mundialmente como hoopoe --ou duchifat em hebreu--, é descrito no Antigo Testamento (Levítico 11:19 e Deuteronômio 14:18) como alimento "sujo" e proibido para os judeus.

O presidente Shimon Peres declarou que a ave foi a campeã em um concurso que coincide com o aniversário de 60 anos do Estado de Israel, localizado na rota de aves migratórias entre a Europa e a África.

Cerca de 155 mil pessoas votaram. A poupa ganhou de outras espécies como o bulbul da mancha amarela (Pycnonotus goiavier) e o Cinnyris oseus, conhecido como palestine sunbird.

O Livro de Levítico lista a poupa no grupo de pássaros como a águia, o falcão e o pelicano, consideradas "abominações", indignas de servirem de alimento.

Os animais da espécie têm de 25 a 30 centímetros de comprimento, com envergadura que chega a quase 50 centímetro.

Progressos na Comissão Bilateral Santa Sé-Israel

Celebrou no Vaticano sua reunião plenária


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 29 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Com «conquistas importantes» se celebrou na quarta-feira, no Vaticano, a sessão plenária da Comissão de Trabalho Bilateral Permanente entre a Santa Sé e o Estado de Israel.


Um comunicado conjunto de ambas instâncias - difundido pela Sala de Imprensa da Santa Sé - dá conta da celebração desta reunião «para prosseguir as negociações relativas ao artigo 10, parágrafo 2 do Acordo Fundamental entre a Santa Sé e o Estado de Israel (30 de dezembro de 1993)».


A delegação da Santa Sé esteve presidida por Dom Pietro Parolin, subsecretário para as Relações com os Estados, e a do Estado de Israel por Aaron Abramovich, diretor geral do Ministério de Exteriores israelense.


«O trabalho dessa sessão plenária se desenvolveu em um clima de grande cordialidade e boa vontade, e realizou conquistas importantes em vista do objetivo comum, tanto em termos substantivos como na intenção de pôr em prática medidas para implementar a eficácia das negociações em curso», explica o comunicado conjunto.


Publicado igualmente pela Embaixada de Israel ante a Santa Sé, o comunicado se difundiu com o título: «‘Progressos significativos’ nas conversas de questões de financiamento».


A atividade desta comissão se vinha centrando na negociação com relação às propriedades eclesiásticas na Terra Santa e a questões fiscais. As reuniões já estão tendo periodicidade semestral.


A próxima reunião plenária acontecerá em Israel, na primeira quinzena de dezembro. Enquanto isso, a comissão continuará com suas atividades habituais.

domingo, 25 de maio de 2008

Painting the Text: The Artist as Biblical Interpreter

Painting the Text: The Artist as Biblical Interpreter
O'Kane, Martin
Sheffield: Sheffield Phoenix, 2007

Series Information
The Bible in the Modern World, 8

Description: In this masterly work, Martin O'Kane shows artists at work as readers of the Bible and not simply as illustrators of biblical scenes. The painter's eye commonly sees nuances and subtleties of plot and characterization in the biblical text that traditional biblical criticism has overlooked. Focussing in fine detail on some well-known biblical themes-the deception of Isaac, the depiction of Isaiah's suffering servant, the visit of the Magi and the flight into Egypt, among others-O'Kane argues that modern readers need the artist's exegetical insight and engagement to appreciate the text fully. Ranging widely over mediaeval, Renaissance and modern art, the author situates his work within the hermeneutical aesthetics of Hans-Georg Gadamer, Mieke Bal and Paolo Berdini. Some 30 images are reproduced in the text.

A Short Introduction to the Hebrew Bible

A Short Introduction to the Hebrew Bible
Collins, John J.

Minneapolis: Fortress, 2007
Description:
John J. Collins's Introduction to the Hebrew Bible is a leading textbook in Old Testament studies. With this new, well- tailored abridgement of that larger work, Collins's erudition is now available to general readers and professors and students who prefer a shorter, more concise introduction to the Hebrew scriptures. New features, especially designed for the college student, include maps, images, and study questions. A companion web site includes special resources for both teachers and students including: PowerPoint presentations, chapter by chapter test banks, study questions, suggestions for further reading, and web site links.

sábado, 24 de maio de 2008

Historia de la Bíblia (Miguel Pérez Fdez)

Historia de la Biblia
Por Prof. Miguel Pérez Fdez. - Universidad de Granada


Parte I. El libro

  • 1. Las lenguas de la Biblia Docencia
  • 2. La escritura en la antigüedad y en la Biblia Docencia
  • 3. Transmisión escrita y transmisión oral Docencia
  • 4. Escuelas y escribas Docencia
  • 5. La escuela y la filología alejandrinas Docencia
  • 6. El libro sagrado Docencia


Parte II. El canon


Parte III. El texto

  • 11. El texto hebreo del Antiguo Testamento Docencia
  • 12. La versión griega de los LXX Docencia
  • 13. Las versiones arameas del AT. Los targumim Docencia
  • 14. El texto griego del NT Docencia
  • 15. Versiones antiguas de la Biblia: AT y NT Docencia
  • 16. Crítica textual del Antiguo Testamento Docencia
  • 17. Crítica textual del Nuevo Testamento Docencia


Parte IV: La Hermenéutica

  • 18. La Biblia, intérprete de sí misma Docencia
  • 19. Historia de la hermenéutica judía Docencia
  • 20. Historia de la hermenéutica cristiana Docencia

Excursus: Historia de la Biblia en España (por J.M. Sánchez Caro) Docencia

Na tradição judaica - Águas: um encontro de texto e palavras

Evaristo Eduardo de Miranda1

Para a tradição judaica, das águas pode surgir um universo. No relato bíblico da criação (Gn 1), Deus cria os céus, a terra, a luz... Sua palavra não cria as águas. Para alguns místicos do judaísmo, elas já existiam. Precederam a criação. De onde surgiram? As águas não são mencionadas de forma explícita no Gênesis, conhecido como Bereshit11 pelos judeus. As águas são como pressupostas na obra da criação, refletindo as faces de Elohoim12.

O mundo criado, Deus mobiliza e usa as águas para fazer barro com o pó da terra e modelar o humano. Nobre propósito. Daí em diante, as águas seguirão sendo convocadas pelo divino e pelo humano ao longo de todo o texto bíblico. Das 664 citações ou empregos da palavra água na Bíblia, 591 ocorrem nas úmidas páginas do Primeiro Testamento. No Segundo Testamento são apenas 73 citações onde ocorrem episódios fortes, belos, poéticos, trágicos, cômicos, sinistros, românticos, miraculosos...

Nessas quase 600 citações do Primeiro Testamento estão, entre muitos episódios, o das águas brotando no deserto para salvar a escrava e concubina de Abrão, Agar e seu filho; as águas infinitas do dilúvio (mabul); as do orvalho, das chuvas e tempestades bíblicas; as águas dos rios (Mesopotâmicos, Yaboc, Jordão...) atravessadas por homens caminhantes e passantes (ivrim); as águas das emersões (Moisés no Nilo); das imersões (Jonas); as das transmutações (água transmutada em sangue, em amargura); as águas partidas e separadas como muralhas na travessia do Mar dos Limites (Yam Sof), do Mar Vermelho; as das nascentes, cisternas e poços (Berot, Ber Sheba, Jacó...), fontes de alegrias, namoros, guerras e disputas; as águas em gotas, copos, jarras, vasos e bebedouros; a águas das abluções cultuais e rituais (lavando pés, corpos, mãos, rostos, entranhas de animais, vestimentas etc.); as raras águas das secas decretadas por profetas... e tantas outras.

E as águas terrestres são, também, águas corporais. Depois da tragédia do jardim do Éden, o humano deverá ganhar o pão com as águas salgadas do suor da sua fronte, uma forma de santificação. A mais santa das águas será sempre fruto de dons pessoais e entregas corporais. Santificação, contaminação e imaculização, sempre possível e presente em todas secreções líquidas e humanas: saliva, esperma, sangue menstrual, lágrimas, urina e suor. Todas essas secreções estão mobilizadas pelo divino, pois vêm de uma única fonte de águas primordiais, origem da maleabilidade do barro humano.

Em hebraico, não existe a palavra água, no singular. Elas são sempre plural: águas, maim (mem-iud-mem), cuja pronúncia lembra, em português, a palavra mãe. Há algo de ambigüidade, de ambivalência, nessa pluralidade hídrica, nesse agá dois ó, nesse mem dois iud, como em todo envoltório materno. As águas matriciadoras, uterinas e misericordiosas (rahamim, rehemim em hebraico), essas fontes da vida, também matam, afogam, inundam e destroem. Podem ser fontes de morte. As águas de fontes murmurantes, límpidos regatos, orvalhos reluzentes, chuvas abençoadas e criadeiras, são as mesmas das tempestades, trombas d’água, inundações, nevascas, maremotos e tsunamis, aquelas vagas imensas produzidas por terremotos submarinos ou erupções vulcânicas.

Notas
1 Doutor em ecologia, pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite
(mir@cnpm.embrapa.br).

11 Origem, início, começo, princípio, bereshit em hebraico, arké em grego, o arquétipo, nossa inserção. Bereshit é a primeira palavra do Tanach e também o nome do primeiro livro da Bíblia (Gênesis). É empregado substantivamente uma única vez na Bíblia. A riqueza desta palavra hebraica é demonstrada pelos milênios de exegese que ainda não esgotaram seus significados. Sua composição é a seguinte: Be = em; rosh = cabeça; it = desinência que dá um sentido abstrato à palavra. Réshit significa "começo, parte inicial, princípio". A palavra diz "Em princípio" e não "No princípio". A ausência de artigo indica um estado construído. Trata-se de uma palavra deliberadamente criada.
12 Primeiro nome divino escrito na Bíblia, o Deus dos hebreus, o criador dos céus e da terra, conhecido pelo nome próprio IHVH (Gn 2,4). O nome Elohim soa como um plural de El, designação semítica de Deus. Evoca um passado de politeísmo. É um paradoxo que o Deus único dos hebreus, seja designado na Bíblia com um nome plural, homônimo de deuses.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Lançamento do livro "Judaísmo e Modernidade: suas múltiplas inter-relações" (RJ, 27/5/2008)

Lançamento do vol.2 do livro de James Dunn

Informação repassada pelo Prof. Ayrton José da Silva: O segundo volume da obra monumental de James Dunn sobre o nascimento do cristianismo será publicado em outubro de 2008. São três volumes que cobrirão os primeiros 120 anos do cristianismo. O primeiro volume saiu em 2003.

DUNN, J. D. G. Jesus Remembered: Christianity in the Making, Volume 1. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2003. xvii + 1019 p. - ISBN 9780802839312

DUNN, J. D. G. Beginning from Jerusalem: Christianity in the Making, Volume 2. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2008, 1392 p. - ISBN 9780802839329

Fifth Enoch Seminar

Informação repassada pelo Prof. Ayrton José da Silva: O quinto seminário sobre a literatura henóquica, Fifth Enoch Seminar, acontecerá em Nápoles, Itália, de 14 a 18 de junho de 2009. O tema é: Enoch, Adam, Melchisedek: Mediatorial Figures in 2 Enoch and Second Temple Judaism.

Destaque: a presença de Gabriele Boccaccini, da Universidade de Michigan, USA.

Parricídios distintos (Frei Betto)

FREI BETTO

Ficamos indignados frente ao pai que assassina a filha e joga-a pela janela. O parricídio é monstruoso, como a pedofilia entre pai e filha, caso de Josef Fritzl, o austríaco que, por 24 anos, manteve a filha em cárcere privado.

Você é cristão? Acredita que Deus Pai, ofendido com os nossos pecados, assassinou o Filho na cruz? Que diabo de Deus é esse que exige a morte do próprio Filho para aplacar sua ira? Por que esse Deus não é execrado como os pais citados acima? Em literatura, migração dos sentidos é o que os gregos denominavam dipticon. Exemplo são os vitrais de igrejas: de um lado, Moisés; de outro, Jesus. Para o observador, o significado de um se transfere ao outro — Jesus é o novo Moisés. O “Gênesis” (22, 118) relata que Javé exigiu de Abraão, em prova de fé, sacrificar seu único filho, Isaac. O patriarca subiu a montanha disposto a matar o menino. Ao ver que Abraão não vacilaria no ato parricida, Javé, satisfeito, segurou-lhe a mão e evitou a morte de Isaac.

No Gólgota, o próprio Deus teria entregue o Filho à morte. Se Deus pratica o parricídio, por que tanta indignação quando um de nós o faz? Essa ótica teológica valoriza a culpa. Ora, devemos experimentar a graça de ser filhos de Deus. O amor. Abraão, criado no politeísmo e acostumado a prestar culto através da oferenda de primícias — das colheitas ao primogênito — descobre no alto da montanha que Javé, ao contrário de outros deuses, não quer a morte, quer a vida.

“Multiplicarei a tua posteridade como as estrelas do céu e os grãos de areia na praia” (22, 17). Ao descobrir Javé como Deus da Vida, Abraão poupa o filho.

Assim, Jesus não foi morto pela vontade de Deus, e sim pela maldade dos homens. A cruz não é o ápice de uma tragédia saída da pena de um perverso autor divino.

Jesus morre como prisioneiro político, assassinado por decisão de dois poderes que dominavam a Palestina do século I.

Ousou anunciar, no reino de César, um outro reino, o de Deus.

Atreveu-se a “profanar” o Templo de Jerusalém, qualificado de “covil de ladrões” (Mateus 21, 13).

O Deus de Jesus não era um déspota, e sim o Pai amoroso a quem o Filho tratava por “abba” (Marcos 14, 16), “querido papai” em aramaico. Jesus não veio para acusar-nos de incorrigíveis pecadores.

Veio nos revelar que, “como o Pai me amou, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor” (João 15, 9).

FREI BETTO é escritor.

Extraído de:
O Globo, Opinião, página 7, em 23/05/2008.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Veja como disputas religiosas provocam guerras e moldam mapa do mundo

da Folha Online, em 10/03/2008.

Atualmente, vários países vivem intensos conflitos religiosos. No Iraque, ataques suicidas de homens-bombas motivados por princípios do fundamentalismo islâmico. Outro exemplo é a Nigéria que em 2006 teve um confronto entre cristãos e mulçumanos que resultou na morte de 150 pessoas em apenas uma semana. Mas não é de hoje que este problema assola o mundo. As Cruzadas, por exemplo, aconteceram do século 6 ao 8 e tinham como objetivo impor o cristianismo na Terra Santa (Palestina).

"O Atlas das Religiões", da Publifolha, mapeia as tensões históricas no mundo e mostra as nações que sofreram perseguições religiosas.

Leia abaixo trecho do livro sobre os conflitos religiosos.

CONFLITOS E TENSÕES
Uma das acusações mais comuns que feitas às religiões é que elas causam mais violência do que paz. Por essa óptica, o mundo seria um lugar melhor sem elas e suas rixas. Há alguma verdade nisso. As divisões religiosas atravessam continentes e épocas e ainda hoje influenciam a política, a economia e as comunidades. Debates históricos, guerras, lutas e disputas internas criaram os mapas contemporâneos do mundo e o fizeram de modo que poucos se deram conta. Por exemplo, a União Européia, "cristã", surgiu da vivência das invasões muçulmanas nos séculos 14-17 e da ocupação de parte da Europa oriental pelo islã até o século 20. Os violentos conflitos no Iraque têm suas raízes na dissidência entre muçulmanos sunitas e xiitas, no século 7o, e lutas no Sudão, Etiópia e Nigéria remontam em certas áreas ao século 100.

A violência, contudo, não vem apenas do lado da religião. Nos últimos cem anos, as principais religiões foram mais perseguidas do que em qualquer outro período histórico. E, na maioria dos casos, trata-se não de religião perseguindo religião, mas de ideologia perseguindo religião. Isso abrange desde as investidas da revolução socialista de 1924 no México contra o poder, as terras e, por fim, o clero e os edifícios da Igreja Católica até as agressões aos bahaístas no Irã a partir da década de 1970, passando pela repressão a todas as religiões na URSS, pelo extermínio dos judeus no nazismo e pela agressão maciça a toda religiosidade na China da Revolução Cultural.

Infelizmente, as zonas de tensão se mantêm: à medida que as religiões se recuperam da perseguição, alguns reiniciam suas próprias perseguições. Entretanto, o tempo e a vivência dos últimos cem anos, mais o impacto dos movimentos ecumênicos e multiconfessionais, começaram a mudar muitos grupos religiosos, e, nesses casos, as velhas divisões e inimizades foram se desvanecendo.

Divisões históricas, várias delas com séculos de existência, criadas por diferenças na crença e na prática religiosa, estão na origem de muitas das tensões e conflitos atuais. No Iraque, a cisão entre sunitas e xiitas, remontando à segunda metade do século 7, nutre a guerra civil que tanto afeta o país desde a queda de Saddam Hussein (2003). A tensa linha divisória entre o islã e a cristandade na Europa oriental e no Cáucaso é ilustrada pela controversa candidatura turca à União Européia. E a cisão entre católicos, luteranos e russo-ortodoxos ainda repercute na Europa e na Rússia.

Algumas linhas divisórias, como o litoral suaíli (África oriental), se tornaram mais regiões de diferença cultural que fontes de tensão. Já outros choques, muito antigos, como entre cristãos, hindus e muçulmanos na Indonésia, ressurgiram onde, poucos anos atrás, essas comunidades viviam lado a lado.

Perseguição religiosa
A religião é freqüentemente criticada com o argumento de que a maioria das guerras surge de tensões e discordâncias confessionais. Isso pode ter sido verdade nos séculos passados (embora tal afirmação seja extremamente discutível), mas certamente não foi o caso nos últimos cem anos, quando a religião é que se viu violentamente perseguida por ideologias temporais. O comunismo, o fascismo, o socialismo e o nacionalismo, todos eles, encararam a religião como a maior ameaça ao projeto que tinham para criar novas sociedades, pois em muitos casos era ela um importante acessório do regime que os revolucionários queriam derrubar. Em conseqüência, deu-se uma investida sem precedentes contra edifícios religiosos, clérigos e fiéis.

Com o colapso daquelas ideologias e a recuperação de muitas religiões em várias partes do mundo, tem ocorrido um grande aumento da violência, dos ataques e das guerras de motivação religiosa.

O marxismo afirmava que, com o advento do socialismo e do comunismo, "a religião definharia e morreria". Na realidade, aconteceu o inverso: foram as ideologias que definharam, ainda que ao custo de dezenas de milhões de vidas. A religião sobreviveu e constituiu muitas vezes a inspiração para os movimentos de resistência que ajudaram a derrubar as ideologias. Da Igreja Católica na Polônia aos budistas no Camboja, passando pelos muçulmanos na Ásia central e pelos luteranos na Alemanha Oriental, ela permaneceu depois que os regimes coercivos se foram. Em muitos países, embora não tenha mais o mesmo papel que tinha antes de perseguições e mudanças sociais tão vastas, a religião voltou ao centro do palco para tentar desempenhar de novo seu papel na construção e manutenção de nações, povos e culturas.

Leia mais:

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Maquete de Jerusalém na Época do Segundo Templo

Foi inaugurada no dia 20 de maio de 2008, a maior maquete já construída no mundo representando a cidade de Jerusalém. Ela está instalada no Centro Cultura Jerusalém (CCJ), em Del Castilho.

Templo Maior atração do Centro Cultural Jerusalém, a Maquete de Jerusalém na Época do Segundo Templo é a segunda réplica existente no mundo – a original está no Hotel Holyland de Jerusalém, em Israel.

Apresentando particularidades da história de Jerusalém e de Israel – com a topografia e a arquitetura do período no ano 70 d.C, a maquete tem o propósito trazer um pouco da história de Jerusalém para aqueles que não têm como conhecê-la in loco.

O cenário da maquete também dispõe de:

Tour Virtual
Através de totens multimídia, recursos audiovisuais, infográficos, fotos e ilustrações descrevem detalhes e curiosidades das principais construções.

Luminotécnica
Além de moderna, a maquete também é uma atração ecologicamente correta, já que seu projeto de iluminação foi realizado com 12 mil lâmpadas de LED (Light Emitting Diode – Diodo Emissor de Luz).

Com os LEDs coloridos, primorosos efeitos especiais destacam, simultaneamente, as construções acessadas nos totens multimídia.

A iluminação também simula os diferentes horários da cidade: de um lindo dia de sol no oriente, passando pelo pôr-do-sol no final da tarde e fechando com um esplêndido céu estrelado. Os visitantes também se surpreendem com a LED noturna no interior dos prédios, que representa a iluminação à luz de velas.

Para mais informações, clique aqui.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Canaanite Myth and Hebrew Epic: Essays in the History of the Religion of Israel

Canaanite Myth and Hebrew Epic: Essays in the History of the Religion of Israel
by Frank Moore Cross (Author)
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Editorial Reviews
Review

Journal of Psychology and Christianity: Cross's classic work is...an essential element in the armory of any serious biblical scholar...If you haven't got it, get it! It is profound, definitive, and wonderfully readable.

--J. Harold Ellens

Journal of the American Academy of Religion: The essays in this study are all written with the complementary breadth of scope and attention to detail characteristic of Cross; each one is stimulating and several are a mine of information beyond the confines of the essay's topic.
--Bezalel Porten

Journal of Jewish Studies: Deserves to be read carefully and to be digested slowly...[This] book is full of fertile and productive theories.
--P. Wernberg-Moller

About the Author
Frank Moore Cross is Hancock Professor of Hebrew and Other Oriental Languages, Emeritus, Harvard University.

domingo, 18 de maio de 2008

Artigos de Bernard Levinson

Bernard M. Levinson
Associate Professor of Classical and Near Eastern Studies and of Law

York University, Toronto, B.A.
McMaster University, Hamilton, Ontario, M.A.
Brandeis University, Ph.D.

Bernard M. Levinson is Associate Professor of Classical and Near Eastern Studies and of Law at the University of Minnesota, holds the Berman Family Chair in Jewish Studies and Hebrew Bible, and serves as the Director of Undergraduate studies for the Center for Jewish Studies. His research focuses on Hebrew Bible and ancient Near Eastern studies, specializing in biblical and cuneiform law (particularly the role of the ancient Near East in the emergence of constitutional thought); Deuteronomy and the history of interpretation; and literary approaches to biblical studies. Professor Levinson teaches graduate courses in "Biblical Law and Jewish Ethics" and "Scripture and Interpretation in Israelite Religion and Judaism." He is on the editorial boards of Journal of Biblical Literature, Zeitschrift für Altorientalische und Biblische Rechtsgeschichte, and Orientalia Biblica et Christiana. He presents regularly at national and international conferences.

Professor Levinson received his B.A. degree in English and Intellectual History with First Class Honors in 1974 from York University in Toronto. He earned a M.A. degree in Religious Studies from McMaster University in Hamilton, Ontario in 1978 and a Ph.D. in Near Eastern and Judaic Studies from Brandeis University in 1991. He was a Visiting Scholar at the School of Theology, Johannes Gutenberg University, Mainz/Germany (92-93) and also received an appointment in 1997 to the Institute for Advanced Study (Princeton), School of Social Science.

Artigos on-line:

Veja mais em:
Articles and Book Chapters
Books


sábado, 17 de maio de 2008

Toda a Criação: Bíblia e Ecologia

Toda a Criação: Bíblia e Ecologia
Haroldo Reimer
Sinopse:
Os ensaios reunidos pelo autor neste livro nos desafiam a buscar uma espiritualidade que nos motive a tentar reverter a dramática situação experimentada pelo nosso planeta em termos ecológicos. Redigidos em uma linguagem agradável, os artigos constituem-se numa hermenêutica ecológica dos textos do Antigo Testamento. Sua leitura proporcionará, com certeza, novos e importantes estímulos a todas as pessoas que amam Bíblia, Terra e Vida.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Embaixador de Israel intercede pelos cristãos da Terra Santa

Declarações de Mordechay Lewy


Por Jesús Colina


ROMA, quinta-feira, 15 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O novo embaixador de Israel na Santa Sé assegura que seu país fará todo o possível para ajudar as comunidades cristãs da Terra Santa para que não tenham de empreender o caminho do êxodo.


«Temos de fazer todo o possível para reforçar as comunidades cristãs em Israel, pois sua presença essencial na Terra Santa está profundamente arraigada e historicamente reconhecida», explicou esta quinta-feira Mordechay Lewy, em um encontro com jornalistas concedido na embaixada de Israel na Santa Sé.


No dia 12 de maio passado, ao entregar suas cartas credenciais a Bento XVI, o embaixador havia manifestado este mesmo compromisso.


O embaixador se mostra totalmente de acordo com o pontífice quando ele afirma que se deveria fazer todo o possível para que a Terra Santa «converta-se em um lugar arqueológico, privado de vida eclesial».


«Israel quer reiterar seu compromisso de manter o status quo nos santos lugares cristãos e defender os direitos de que desfrutam suas comunidades cristãs», indicou. Segundo o embaixador, os cristãos não emigram da Terra Santa por razões políticas, mas sobretudo e antes de tudo por razões de caráter econômico e social. Em geral, explica, eles têm recebido uma formação muito boa nas escolas cristãs, e, portanto, podem encontrar facilmente um trabalho no exterior.


O embaixador qualifica de «muito positivo» o discurso que o Papa lhe dirigiu. Ali o pontífice felicitava pela celebração dos 60 anos do Estado de Israel e pedia um acordo sobre a situação econômica e fiscal da Igreja no país.


Neste sentido, o diplomata manifestou o desejo de seu governo de responder aos pedidos da Igreja e chegar a um acordo que aplicará, assim, de maneira global, o acordo fundamental que permitiu as relações entre Israel e a Santa Sé há 15 anos.


Agora, o embaixador reconhece que estes acordos têm um impacto na lei israelense, afetam vários ministérios (não só o de Assuntos Exteriores) e, portanto, o acordo definitivo ainda exigirá tempo.


Também manifestou o interesse de responder ao pedido do Papa de oferecer vistos aos sacerdotes e religiosos procedentes de países que não mantém relações com Israel ou que estão em guerra, ainda que reconheceu que também se trata de uma solução difícil, pois não é fácil abrir exceções simplesmente pelo caráter eclesial ou religioso da pessoa.


O novo embaixador israelense, casado e com três filhos, tem conhecimento na matéria, pois entre 2004 e 2008 foi conselheiro do prefeito de Jerusalém para as comunidades religiosas. Licenciado em história pela Hebrew University, escreveu diversos artigos sobre os cristãos e Jerusalém.


Apresentou-se ao Papa na audiência «como um descendente da tribo de Levi» e confessou aos jornalistas que desde que em 1993 Israel e a Santa Sé estabeleceram relações diplomáticas, queria desempenhar este cargo.


«Sou consciente de que esta nomeação é muito mais que uma clássica missão diplomática. A Santa Sé conta o tempo em séculos, ou em milênios. Portanto, seria inapropriado conceber nossas relações meramente como um assunto bilateral entre dois estados soberanos».


«Ademais --considera--, a dimensão diplomática é relativamente nova, inclusive comparada com a significativa reconciliação entre católicos e judeus, que teve lugar através da promulgação da declaração do Concílio Vaticano II Nostra Aetate, faz mais de quarenta anos».


Neste sentido, o embaixador anunciou que acompanhará o diálogo inter-religioso com entusiasmo, consciente no entanto de que não é um rabino.

Hermenêuticas Bíblicas: Contribuições ao I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica

Hermenêuticas Bíblicas: Contribuições ao I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica.

Organizadores: Haroldo Reimer e Valmor da Silva.

São Leopoldo: Oikos; Goiânia: UCG, 2006. 252 páginas.

ABIB – Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica

Rua Olinto Manso Pereira 63 - Ap.200 – Setor Sul

Goiânia, GO - CEP: 74083-060

Tel.(62) 3223-6294


O conteúdo do livro tem origem no I Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica. Milton Schwantes, Ivoni R. Reimer, Rainer Kessler, Júlio Zabatiero, Johan Konings e Nachman Fabel, responsáveis pelas seis conferências principais, abordam as tendências hermenêuticas na atualidade: releituras bíblicas, hermenêuticas de classe, gênero e etnia, hermenêuticas da Bíblia no mundo evangelical, leitura da Bíblia no judaísmo.

Além disso, dezenas de pesquisadores/as jovens partilharam suas perspectivas de leitura da Bíblia no Congresso, através das comunicações científicas; quase duas dezenas delas estão publicadas no presente livro.


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO - Haroldo Reimer e Valmor da Silva


CONFERÊNCIAS

Anotações sobre novos começos na leitura bíblica. Releituras bíblicas dos anos cinqüenta, sessenta e setenta na América Latina
— Milton Schwantes
Bíblia e hermenêuticas de classe, gênero e etnia
— Ivoni Richrer Reimer
Tendências hermenêuticas na leitura da Bíblia na Alemanha
— Rainer Kessler
Hermenêutica da Bíblia no mundo evangelical
— Júlio Paulo Tavares Zabatiero
Bíblia, literatura, cânone, hermenêutica
— Johan Konings
Leitura da Bíblia no judaísmo
— Nachman Falbel


COMUNICAÇÕES

A serpente e o monoteísmo
— Haroldo Reimer
Jardim e poder. Império persa e ideologia
- Nancy Cardoso Pereira
Davi e Golias e a atual discussão sobre a história de Israel
— Luiz José Dietrich
A Deusa Inana-Ishtar — uma rival de YHWH? Considerações feministas sobre as Deusas-árvore e o Deus único da Bíblia Hebraica
— Monika Ottermann
Polijavismo como categoria hermenêutica para os processos de relações religiosas no Primeiro Testamento
— Elcio Sant´Anna

O jejum que eu quero... (Is 58,6)
— Shigeyuke Nakanose
Sobre o destino da esposa de Jó
- Lorenzo Lago
Mulheres e crianças na contramão da exclusão: denúncias, protesto e resistências de estrangeiros/as no pós-exílio
— Lília Dias Marianno
O Novo Testamento Interlinear Grego-Português
— Vilson Scholz 176
"Humildade" ou "humilhação" de Maria em Lc 1,48?
— Ney Brasil Pereira
O outro Pedro e a outra Madalena segundo os apócrifos
— Jacjr de Freitas Faria
A leitura sociológica da Bíblia pelo modelo conflitual
— Joel Amônio Ferreira
A interpretação de Efésios 5,22-33
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quarta-feira, 14 de maio de 2008

'Religião é superstição infantil': Em carta a ser leiloada, Einstein diz que Deus é fruto da fraqueza humana

O Globo, Ciência, página 32, em 14/05/2008.

LONDRES

Uma carta escrita por Albert Einstein em 1954 e só agora divulgada ao público parece pôr fim ao intenso debate sobre o papel da religião na vida de um dos maiores cientistas da Humanidade.

No texto manuscrito em alemão, que será leiloado amanhã em Londres, Einstein diz que “a crença em Deus é um produto das fraquezas humanas”, uma superstição, e “que a Bíblia não passa de uma coleção de lendas primitivas e infantis, ainda que bem intencionadas”.

Ao longo de sua vida, o cientista fez algumas referências a Deus, interpretadas por religiosos como um sinal claro de sua crença num ser superior. Ateus, em contrapartida, argumentavam que essa interpretação seria leviana e que o “Deus” citado por Einstein seria uma referência às leis que regem o Universo.

A carta escrita por Einstein um ano antes de sua morte era endereçada ao filósofo alemão Eric Gutkind.

Passou os últimos 50 anos em mãos de um colecionador particular e, por isso, não era conhecida. O leilão do texto será na Bloomsbury Auctions e as expectativas é de que seja vendido por algo entre US$ 12 mil e US$ 16 mil.

A carta não deixa muito espaço para dúvidas sobre a posição de Einstein.

Nela, o criador da Teoria da Relatividade escreve: “A palavra Deus, para mim, nada mais é do que expressão e produto das fraquezas humanas; a Bíblia é uma coleção de lendas bem intencionadas, mas, ainda assim primitivas e bastante infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão sutil, muda isso (para mim).” Einstein, que era judeu e declinou a oferta de ser o segundo presidente do Estado de Israel, também rejeita na carta a idéia de que os judeus seriam o povo escolhido por Deus.

“Para mim, a religião judaica, como todas as outras, é uma encarnação das mais infantis superstições.

E o povo judeu, ao qual eu pertenço com orgulho e com cuja mentalidade eu tenho profundas afinidades, não apresenta nenhuma qualidade diferente, para mim, em relação a todos os outros povos. Até onde vai a minha experiência, eles não são melhores do que outros grupos humanos, embora sejam poupados dos piores tipos de câncer pela falta de poder. Fora isso, não consigo ver nada de ‘escolhido’ sobre eles.” A carta não é listada como fonte da principal obra acadêmica sobre o tema, o livro “Einstein e a religião”, de Max Jammer. Um dos maiores especialistas em Einstein do Reino Unido, John Brooke, da Universidade de Oxford, diz que jamais ouviu falar no texto. O porta-voz da Bloomsbury, Richard Caton, disse que a casa está “100% segura da autenticidade da carta”.

As reflexões do autor da Teoria da Relatividade sobre religião deram origem a muitas conjecturas.

Os pais de Einstein não eram religiosos, mas ele estudou numa escola católica ao mesmo tempo em que tinha aulas particulares sobre o judaísmo.

Mas o idílio religioso durou pouco. Por volta dos 12 anos, ele já questionava a verdade de muitas histórias bíblicas.

Nem sempre coerente
Ao longo de sua vida, ele fez referência a “um sentimento religioso cósmico” que permearia e sustentaria seu trabalho científico. Em 1954, ele falou no desejo de “vivenciar o Universo como um único todo cósmico”.

Ele também costumava fazer referências religiosas, como em 1926, ao declarar que “Deus não joga dados”.

E ainda, na não menos famosa frase: “A ciência sem religião é manca; e a religião sem ciência é cega.” Mas ele também disse: “Eu não acredito no Deus da teologia que recompensa o bem e pune o mal. Meu Deus criou leis que tomam contam disso. Seu Universo não é governado por pensamentos positivos, mas por leis imutáveis.” Para o especialista John Brooke, professor de ciência e religião em Oxford, a carta reforça a teoria de que “Einstein não era teísta convencional, embora também não fosse um ateu”.

— Como muitos grandes cientistas do passado, ele era meio esquisito sobre religião e nem sempre coerente de uma época para outra — afirmou Brooke.

Na análise de Brooke, Einstein acreditava que “havia algum tipo de inteligência em ação na natureza. Mas certamente não era a visão tradicional das religiões cristãs e judaicas”.

TRECHOS DA CARTA

“A palavra Deus, para mim, nada mais é do que expressão e produto das fraquezas humanas.” “A Bíblia é uma coleção de lendas bem intencionadas, mas, ainda assim, primitivas e bastante infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão sutil, muda isso (para mim).” “Para mim, a religião judaica, como todas as outras, é uma encarnação das mais infantis superstições.” “E o povo judeu, ao qual eu pertenço com orgulho e com cuja mentalidade eu tenho profundas afinidades, não apresenta nenhuma qualidade diferente, para mim, em relação a todos os outros povos. Até onde vai a minha experiência, (os judeus) não são melhores do que outros grupos humanos, embora sejam poupados dos piores tipos de câncer pela falta de poder. Fora isso, não consigo ver nada de ‘escolhido’ sobre eles.”