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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Codex Sinaiticus: Tesouro Digital

O Globo, Ciência, pág.29, e, 07/07/2009.



Tesouro digital

Bíblia mais antiga do mundo ganha versão gratuita online


Conhecidas como um dos maiores tesouros escritos da Humanidade, as 800 páginas sobreviventes da mais antiga Bíblia acabam de ser reunidas digitalmente.


O precioso documento chamado Codex Sinaiticus é guardado em partes há 150 anos em quatro lugares diferentes do mundo. Desde ontem, no entanto, está disponível pela primeira vez em conjunto a quem entrar no site www.codexsinaiticus.org.


— (O livro) oferece uma janela ao início do cristianismo e indícios de primeira mão sobre como o texto bíblico foi transmitido de geração para geração — afirmou Scot McKendrick, chefe do Departamento de Manuscritos Ocidentais da Biblioteca Britânica.


O Codex Sinaiticus é composto de grandes pergaminhos manuscritos em grego por quatro escribas, cada um deles com 40 centímetros de comprimento por 35 de largura. Com 1.600 anos, trata-se do mais antigo livro contendo o Novo Testamento completo, boa parte do Antigo Testamento e dos textos apócrifos, além dois antigos textos cristãos não encontrados nas Bíblias modernas.


Originalmente, os manuscritos somariam 1.460 páginas.


O livro foi reunido digitalmente como parte de um projeto envolvendo Reino Unido, Alemanha, Rússia e Egito — países que possuem os pergaminhos do livro. Como parte do projeto, também foram publicados novos estudos sobre a história do Codex e transcritas as 650 mil palavras do texto original ao longo de quatro anos. O site apresenta a tradução dos textos em grego moderno e partes em inglês.


Além de ser um texto chave do cristianismo, o Codex também é “um marco na história dos livros, já que se trata da mais antiga brochura de grandes dimensões a ter sobrevivido”, segundo McKendrick. O Codex Sinaiticus (em tradução livre “o livro do Sinai”) foi descoberto no Monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai, em meados do século XIX.


Não se sabe bem por que, mas, na época, boa parte do livro foi parar na Rússia. Em 1933 a Biblioteca Britânica comprou 347 páginas do volume de autoridades soviéticas.


Apenas seis fragmentos permaneceram na Rússia e estão hoje na Biblioteca Nacional, em São Petersburgo.

Outras 43 páginas estão na Biblioteca da Universidade de Leipzig, na Alemanha. Há ainda fragmentos no Egito. Em 1975, monges encontraram mais 12 páginas e 40 fragmentos num quarto escondido do monastério do Monte Sinai.



Saiba mais sobre o Codex Sinaiticus

Por que esse livro é tão importante? É a mais antiga Bíblia do mundo e a mais completa. O livro do século IV é considerado um dos mais importantes do mundo. E até ontem, pouquíssimas pessoas o tinham visto reunido.


Qual é a origem do Codex Sinaiticus? Ninguém sabe ao certo, mas o livro foi escrito em grego há mais de 1.600 anos, na época do imperador romano Constantino, o Grande. Quatro escribas foram responsáveis pelo manuscrito, feito em pele de jumento e antílope.


Foi encontrado no século XIX, no Monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai, que guardava a maior biblioteca religiosa fora do Vaticano.


Por que o livro é considerado um dos maiores — se não, o maior — tesouros escritos? Ele representa um ponto chave da história dos livros, em que os textos deixaram de ser apresentados em rolos para serem feitos em brochuras.


Para os especialistas em religião, o livro é a mais antiga evidência de como os diferentes textos da Bíblia foram originalmente organizados. E como foram passados de geração em geração.


Em que o texto se diferencia do da Bíblia moderna? Há algumas poucas, mas interessantes diferenças no Novo Testamento. O livro inclui dois textos que, ao longo do tempo, foram deixados de lado pela Bíblia católica e a protestante: “O pastor de Hermas”, um trabalho bastante alegórico, cheio de visões e parábolas; e “A epístola de Barnabas”, que apresenta uma linguagem bastante pesada para descrever os judeus como assassinos de Cristo.


A história do apedrejamento da mulher adúltera e a famosa frase de Cristo “quem nunca teve pecado, que atire a primeira pedra” não aparecem no texto antigo. Também não está lá a outra famosa frase “Pai, perdoe, porque eles não sabem o que fazem”, proferida por Cristo na cruz sobre os seus executores.


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