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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 6 de janeiro de 2008

Semiótica e Bíblia

SEMIÓTICA E BÍBLIA:
COMO UTILIZAR O MODELO DO PERCURSO GERATIVO DO SENTIDO
DE GREIMAS PARA ANÁLISE DE TEXTOS BÍBLICOS


Karin Adriane Henschel Pobbe Ramos (UNESP / UNIP)

Link: www.filologia.org.br/ixfelin/trabalhos/doc/61.doc


Resumo:
Neste minicurso demonstraremos como aplicar o modelo de análise semiótica de Greimas a textos bíblicos de diferentes gêneros: narrativa, salmo, profecia, parábola e epístola. Veremos que a teoria semiótica fornece um suporte metodológico neutro e eficaz para análise de textos dessa natureza, evitando conclusões a priori e tendenciosidades que, muitas vezes, permeiam análises desse tipo.


Trabalho realizado no XI Simpósio Nacional de Letras e Lingüística / I Simpósio Internacional de Letras e Lingüística (SILEL) – ano 2006 – é um evento acadêmico-científico para divulgação e discussão de produção científica, acadêmica, técnica e cultural, promovido pelo Insituto de Letras e Lingüística da Universidade Federal de Uberlândia.


Links:

http://www.mel.ileel.ufu.br/silel2006/caderno/nome/K.htm

http://www.mel.ileel.ufu.br/silel2006/caderno/resumo/KarinAdriane.htm


Resumo:
Neste trabalho fazemos uma análise semiótica de uma narrativa bíblica, registrada no livro de Gênesis, capítulo 22. Trata-se da história da prova de Abraão, em que Deus lhe pede que siga até um monte na terra de Moriá e ali ofereça seu filho Isaque em holocausto. É uma narrativa bastante polêmica, pois parece colocar em contradição a natureza do próprio Deus. Para a análise, seguimos a teoria proposta por Greimas em sua ciência da significação, que procura traçar o percurso gerativo do sentido a fim de decifrar o código do texto e entender seu significado profundo. Baseamos nosso estudo também nas análises semióticas de narrativas bíblicas do Groupe DEntrevernes. A análise se divide em duas partes principais: a descrição das estruturas de superfície, com suas componentes narrativa e discursiva; e a descrição das estruturas profundas, cujo ápice é a articulação dos quadrados semióticos. No estudo da componente narrativa da estrutura de superfície, construímos o modelo narrativo, por meio da elaboração dos programas narrativos. Temos, então, que Abraão é um sujeito que busca demonstrar a sua obediência a Deus, o destinador-manipulador, oferecendo seu filho Isaque em holocausto. A partir daí, desenvolvemos o esquema narrativo, apoiado nas operações de manipulação, competência, performance e sanção; o estudo dos actantes; e a sintaxe modal. A componente discursiva da estrutura de superfície está fundamentada no estudo dos atores, do tempo e do espaço; nos percursos figurativos, que no texto em questão são: o deslocamento, o holocausto e a família; e na análise da veridicção. Os programas narrativos e percursos figurativos permitem reconhecer as isotopias da narrativa que levam à articulação do quadrado semiótico da estrutura profunda. No caso da narrativa da prova de Abraão, destacamos como principal a isotopia religiosa, que está fundamentada na oposição divino versus humano e homologada pelos semas ilimitado versus limitado.

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