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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Por que cristãos deixam o Oriente Médio?

Último Segundo (23/02/2010)

  • Nahum Sirotsky: Por que cristãos deixam o Oriente Médio?: Em outubro o Vaticano promoverá um sínodo, um conselho de sacerdotes católicos do Oriente Médio. As diretrizes já foram distribuídas e estão em estudo. O tema será: “A Igreja Católica no Oriente Médio, Comunhão e Testemunho”. O documento destaca que o Santo Padre, que visitou a Terra Santa de 8 a 17 de maio de 2009, acedeu a pedidos para convocar a assembleia, com o propósito de examinar os ensinamentos dos Atos dos Apóstolos “na complexa situação dos países do Oriente Médio e alimentar as esperanças e a fé dos cristãos que nunca deixaram de estar presentes em sua terra natal desde os tempos de Jesus”. São 32 questões propostas e enviadas a todas as dioceses visando informações confiáveis sobre tudo o que diz respeito aos fiéis. Nada foi esquecido. Em sua peregrinação, Bento 16 recomendou em discursos “que os cristãos perseverem em sua fé e não esqueçam a grande dignidade que deriva da nossa herança cristã”. O sínodo, espera-se, explicará a fuga dos cristãos do Oriente Médio, onde estima-se que eles sejam entre 12 e 15 milhões. Proporcionalmente, metade do que eram no inicio do século passado, quando eram estimados em 20% da população árabe. São, porém, estimativas. Sabe-se com certeza que são um terço dos quatro milhões de libaneses. Em todos os demais 22 países árabes e um judeu, a proporção de cristãos é bem inferior a 10%. Na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, na qual se intenciona instaurar o Estado palestino independente, 87% são árabes palestinos muçulmanos e 6% árabes cristãos. Os demais são judeus israelenses nela assentados; Os sete milhões e meio de israelenses abrangem 80% de judeus de Israel, cerca de 14% de árabes muçulmanos e apenas 2,1% de árabes cristãos. É notório que o número de cristãos começou a declinar a partir do sétimo século por conversão, quando a região foi conquistada por muçulmanos. Mas no século passado, ainda sob o Império Turco-Otomano, a emigração de cristãos foi maciça e continuou depois da derrocada do Império Otomano em 1918. É verdade que ocorre curioso paradoxo em Israel. As estatísticas indicam apenas 120 mil árabes cristãos num total de mais de um milhão de muçulmanos. Mas, no final da existência da União Soviética, cerca de um milhão de russos chegaram a Israel com passaporte judeu. A Lei do Retorno, das primeiras a serem adotadas na proclamação do Estado judeu, em 1948, assegura ao judeu o direito de emigrar para o país. Dos russos que vieram estima-se que entre 300 a 500 mil tinham ascendentes judeus, mas eram e continuam cristãos. >>> Leia mais, clique aqui.


domingo, 4 de outubro de 2009

O Papa e os amigos judeus. Tão próximos, tão distantes

IHU (04/10/2009)

  • O Papa e os amigos judeus. Tão próximos, tão distantes: Bento XVI visitará proximamente a sinagoga de Roma. Mas quanto mais avança o diálogo entre os dois credos, mais se reconhecem distantes. Uma prova: o Kippur. Para os judeus é a festa mais importante do ano, para os cristãos se identifica com Jesus. Duas análises opostas em debate: a de um rabino e a de um teólogo católico. A reportagem é de Sandro Magister e está publicada no sítio italiano Chiesa, 25-09-2009. A tradução é do Cepat. Às vésperas do Ano Novo judaico, que este ano se celebra no dia 19 de setembro, Bento XVI enviou ao rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni, um telegrama de felicitações e de amizade. Nele confirmou que irá visitar em breve a sinagoga de Roma, “animado pelo vivo desejo de manifestar minha pessoal proximidade e a de toda a Igreja católica” à comunidade judaica. Esta será a terceira sinagoga que Bento XVI irá visitar, depois da de Colônia em agosto de 2005 e a de Park East em Nova York em abril de 2008. Antes dele, João Paulo II havia visitado a sinagoga de Roma em 13 de abril de 1986. Por estes dias se deu também um renovado gesto de amizade entre os judeus e a Igreja católica italiana. Em 22 de setembro, o cardeal Angelo Bagnasco, presidente da Conferência Episcopal, se reuniu com os rabinos Di Segni e Giuseppe Laras, este último presidente da Assembleia Rabínica da Itália. E juntos decidiram retomar a celebração comum do Dia de Reflexão Judeu-cristão de 17 de janeiro, do qual os judeus se recusaram a participar da última vez, por causa das incompreensões decorrentes do caso Williamson. O tema do próximo Dia de Reflexão comum será o quarto mandamento na numeração judaica: “Lembre-se do Sábado para santificá-lo”. O Ano Novo, Rosh Ha Shanah, abre o ciclo das festas judaicas de outono. É seguido pelo Yom Kippur e a festa de Sukkot. O Yom Kippur, o Dia da Expiação, é a festa mais importante de todo o ano litúrgico judaico. Este ano cai no dia 28 de setembro, terceiro e último dia da visita que Bento XVI começou à República Checa. Na opinião do rabino Di Segni, a festa do Kippur não apenas expressa o coração da fé judaica, mas também reflete as “diferenças inconciliáveis” entre esta e a fé cristã. Os símbolos do Kippur, de fato – o Sumo Sacerdote, o Templo, o Sacrifício, o bode expiatório, a eliminação das culpas – assumiram no cristianismo um significado inteiramente novo. Di Segni explicou o significado judaico da festa e sua inconciliabilidade com a fé cristã em um artigo publicado no ano passado na primeira página do L’Osservatore Romano, por ocasião da festa anterior do Kippur. Mas, na sequência, o L’Osservatore Romano dedicou um espaço também ao outro lado da questão. Ou seja, a como o Novo Testamento revoluciona os símbolos do Kippur. O texto neotestamentário chave é a Carta aos Hebreus. Nela, o novo e definitivo Dia da Expiação é o sacrifício do Cristo na cruz. O autor da análise publicada pelo L’Osservatore Romano é um sacerdote e biblista africano, Christopher Robert Abeynaike, monge cisterciense, que desenvolveu sua tese de doutorado em Sagradas Escrituras sobre o mesmo tema, no Pontifício Instituto Bíblico, em 2008. Sua análise é muito douta, mas também de rara clareza. E evidencia o vínculo essencial que a Carta aos Hebreus estabelece entre o sacrifício de Cristo, a última ceia e a liturgia eucarística. >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 26 de julho de 2009

Cristãos e Judeus

Cristãos e Judeus: Esta página web traz principalmente traduções ao português de artigos que foram publicados em outras línguas sobre o relacionamento cristão-judaico, e outros assuntos. Responsável para esse site é Pedro von Werden SJ, este que também faz as traduções.


Veja mais:

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Bíblia de Israel: a raiz daquilo que é comum para os judeus e os cristãos

A Bíblia de Israel: a raiz daquilo que é comum para os judeus e os cristãos

Erich Zenger

O Antigo Testamento não tem vida fácil entre os cristãos. Certo, a Igreja tem resistido às tentativas, continuadamente brotando, de expulsar o Antigo Testamento da Bíblia cristã. Mas em resumo, o Antigo Testamento ficava sempre na sombra do Novo Testamento, este que se considerava como a Bíblia cristã própria. Só a partir do Novo Testamento, o Antigo Testamento recebeu importância para a Igreja. A Bíblia de Israel só era aceita, enquanto foi cristianizada ou era cristianizável. O que não estava consoante com aquilo que se achava sendo cristão, era como tipicamente judaico - e com isso ultrapassado - posto ao lado ou até condenado. Que a Bíblia de Israel é, primeiríssimamente e até hoje, a Bíblia dos judeus - e que altivos julgamentos cristãos sobre isoladas passagens do Antigo Testamento ou sobre o Antigo Testamento como um todo, eram todos ao mesmo tempo julgamentos sobre os judeus como os primeiros endereçados dessa Bíblia - quase não dava na cabeça de quase nenhum teólogo cristão. Como axioma teológico fundamental valia: Primeiro e só no modo de ver cristão, a Bíblia de Israel é lida assim como Deus propriamente intencionara a sua palavra desde o início. Esse relacionamento singular dos cristão e dos teólogos cristãos ao Antigo Testamento, radicava no teologicamente não esclarecido relacionamento das Igrejas ao Judaísmo e na recusa de conceder ao Judaísmo dignidade teológica própria. >>> Leia mais, clique aqui.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cristãos e muçulmanos pedem aos governos europeus que não proíbam símbolos religiosos

MALINAS, quinta-feira, 23 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- "Como cristãos e muçulmanos afirmamos que somos cidadãos 'e' crentes, não cidadãos 'ou' crentes. Estamos chamados a trabalhar lado a lado de forma adequada com os Estados aos quais pertencemos sem subordinar-nos a eles": assim afirma o documento final do encontro entre cristãos e muçulmanos, com o lema "Ser cidadão da Europa e pessoa de fé", que terminou hoje em Malinas (Bélgica), organizado pelo Comitê para as Relações com os Muçulmanos na Europa das Conferências de Bispos Europeus (CCEE) e pelo Conselho das Igrejas Européias (KEK).A Europa, afirma o comunicado, "está submetida a um processo de profunda transformação, e está emergindo uma sociedade plural, inter-étnica, intercultural e inter-religiosa". >>> Leia mais, clique aqui.