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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A rota do êxodo

A rota do êxodo

Manu Marcus Hubner

Dissertação de mestrado Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas (USP)

Data da defesa: 03/12/2009.

Resumo: O período de quarenta anos em que os Filhos de Israel saíram do Egito e entraram na terra de Canaã foi um período de grandes milagres e maravilhas. Toda a sobrevivência foi milagrosa, distante das cidades, em lugares que dificultam a sobrevivência do homem, como desertos áridos e inóspitos. A escolha da rota para esta jornada não foi aleatória. Esta escolha parece estar apoiada em fatores geográficos, ambientais, estratégicos e de segurança. Os quarenta e dois acampamentos, ou estações, não parecem objetivos em si, mas meros estágios intermediários da grande jornada à terra de Canaã. Apesar disto, cada um destes lugares tem uma história e um significado, e aparenta ser parte integrante de um plano Divino. Todo o período de jornadas pelo deserto, então, configura-se como uma provação necessária para a geração que as vivenciou, uma vez que um grupo de escravos tornou-se uma nação, com unidade nacional, leis e um sentido de existência. Esta é a história do nascimento de um povo. O ponto alto desta jornada, a ser destacado, é o recebimento da Torá no Monte Sinai, que marcou de forma única e definitiva a existência e a história de Israel.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O grito dos Filhos de Israel chegou até mim: estudo comparativo de comentários judaicos e siríacos de Êxodo 2,23-3,15

O grito dos Filhos de Israel chegou até mim: estudo comparativo de comentários judaicos e siríacos de Êxodo 2,23-3,15

Claude Valentin René Detienne

Dissertação de mestrado em Ciência da Religião (UCG).

Data de defesa: 30/08/2006.

Resumo: Esta dissertação teve por objetivo de comparar um comentário judaico (Midrash Rabbah) e dois comentários siríacos (comentário de Efrém e comentário anônimo) do livro do Êxodo, e particularmente do trecho Ex 2,23-3,15. Embora tenham aparecido alguma semelhanças que poderiam se explicar por uma origem judaica de alguns elementos exegéticos siríacos, os comentários siríacos são muito diferentes do comentário judaico. Os exegetas siríacos, herdeiros da tradição exegética literalista e historicista antioquena, raramente mostram a mesma riqueza criativa do que o comentarista judeu. Este demonstra ao mesmo tempo um profundo respeito pelo texto, nos seus mínimos detalhes, e uma grande liberdade para criar sentidos novos a partir do texto. Dessa diferença parece fazer eco a reflexão hermenêutica moderna, quando tenta achar um ponto de equilíbrio entre intentio auctoris e intentio lectoris.