Pesquisar este blog

Total de visualizações de página

Perfil

Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

Translate

Seguidores

Mostrando postagens com marcador Bíblia e Hermenêutica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bíblia e Hermenêutica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A redescoberta da Bíblia. Artigo de Gianfranco Ravasi



IHU (26/04/2013): A redescoberta da Bíblia. Artigo de Gianfranco Ravasi: Se Lutero retornasse hoje à Itália ficaria atônito ao ver a difusão do texto sagrado em um grande fluxo de edições e de cópias, mas sobretudo ao descobrir a interminável produção exegética que se acumula nas livrarias não só religiosas.  A opinião é de Gianfranco Ravasi, cardeal presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, em artigo publicado no jornal Il Sole 24 Ore, 21-04-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Eis o texto.  >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 18 de dezembro de 2011

As Sagradas Escrituras: imaginação e acontecimento - um comentário sobre a hermenêutica bíblica de Paul Ricoeur

Mneme - Revista de Humanidades, Vol. 12, No 29 (2011): As Sagradas Escrituras: imaginação e acontecimento - um comentário sobre a hermenêutica bí­blica de Paul Ricoeur (Aline Magalhães Pinto)

Resumo: Tendo como inspiração e ponto de partida um instigante ensaio do romanista alemão Erich Auerbach, intitulado “A cicatriz de Ulisses”, apresenta-se um pequeno comentário a respeito da hermenêutica bíblica de Paul Ricoeur. Esta análise, focando-se na parábola, procura discutir as maneiras pelas quais o autor francês, bastante conhecido por Tempo e narrativa, deixa à luz, em suas leituras das Sagradas Escrituras, reflexões acerca dos textos bíblicos como traços constitutivos do mundo ocidental. O modo parabólico de discurso se define, de acordo com Paul Ricoeur, pela conjunção de uma narrativa e de um processo metafórico. O efeito dessa conjunção provoca uma extravagância que orienta desorientando, ou seja, ensina a “verdade” da fé de uma maneira paradoxal.

Texto Completo: PDF

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Programa de computador busca autores da Bíblia e aponta diferentes estilos nos textos sagrados

O Globo online (29/06/2011): Programa de computador busca autores da Bíblia e aponta diferentes estilos nos textos sagrados: Um programa de computador desenvolvido por uma equipe israelense está jogando uma nova luz sobre o que os especialistas acreditam ser os múltiplos autores da Bíblia. O software usa, pela primeira vez, elementos de inteligência artificial para analisar o estilo e a escolha de palavras de forma a determinar as partes do texto escritas por diferentes vozes narrativas. Embora tenha variadas aplicações potenciais, o Livro Sagrado acabou tornando-se um tentador caso de teste para os criadores do programa. Para milhões de judeus e cristãos, a crença de que Deus é o autor dos textos no núcleo do Antigo Testamento - conhecidos como a Bíblia Judaica, Torá, Pentateuco ou os Cinco Livros de Moisés - está na base de sua fé. Mas desde o advento dos modernos estudos bíblicos, os acadêmicos acreditam que eles foram escritos por vários autores diferentes que podem ser distinguidos pelas suas inclinações ideológicas, estilos linguísticos e nomes que usam para se referirem a Deus. >>> Leia mais, clique aqui.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O método histórico-crítico e seu horizonte hermenêutico

Estudos de Religião, Vol. 22, No 35 (2008)

O método histórico-crítico e seu horizonte hermenêutico

José Adriano Filho

Resumo: A ênfase na gramática do texto, no aspecto histórico e no contexto de surgimento, próprios do Renascimento, humanismo e Reforma Protestante, antecipa um tipo de exegese que dominará a interpretação bíblica até o século XX. Essa pesquisa, chamada histórico-crítica, aplica à Bíblia a estratégia de suspeita e dúvida própria da prática científica do Iluminismo. Os pesquisadores reconheceram a distância temporal que separa a Escritura do intérprete. De acordo com F. D. Schleiermacher, o conceito de "compreensão" tem outra função: uma obra de arte perde sua significação se for removida de seu primeiro contexto. Esse contexto deve ser mantido para que se compreenda seu verdadeiro significado. Dilthey critica a pretensão dessa hermenêutica, opondo à explicação a compreensão. Esse processo passará por E. Husserl e M. Heidegger e culminará no pensamento de H. G. Gadamer, que considera a interpretação "diálogo entre o passado e o presente". A distância temporal entre intérprete e texto não precisa ser preenchida, nem para explicar nem para compreender. Este processo, com o nome de fusão de horizontes, torna-se aspecto importante da interpretação.

Hermenêutica fundamentalista: uma estética do interpretar

Estudos de Religião, Vol. 22, No 35 (2008)

Hermenêutica fundamentalista: uma estética do interpretar

Júlio Paulo Tavares Zabatiero

Resumo: Neste artigo o fundamentalismo é analisado, em termos da genealogia foucaultiana, como uma estética do existir, na qual a relação com a verdade é estabelecida de modo autoritário, absoluto e intolerante. Traçando a genealogia da estética fundamentalista a partir da filosofia cartesiana, o artigo discute a presença e prática dessa relação com a verdade na religião, na filosofia e no mundo acadêmico em geral. Na segunda parte do artigo o foco recai sobre a hermenêutica bíblica fundamentalista, especialmente sobre a prática da leitura bíblica pelo fundamentalismo cristão iniciado no final do século XIX e primeira década do século XX, oferecendo algumas razões da fascinação que tal tipo de hermenêutica exerce sobre agentes religiosos.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As Narrativas de Deus na literatura, hoje

IHU (16/07/2009): As Narrativas de Deus na literatura, hoje: Titular da cátedra de Teologia da Cultura e Diálogo Inter-Religioso da Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Tübingen, na Alemanha, o Prof. Dr. Karl-Josef Kuschel estará presente na Unisinos para apresentar uma das grandes conferências do X Simpósio Internacional IHU: Narrar Deus numa sociedade pós-metafísica. Possibilidades e impossibilidades. O evento ocorre entre os dias 14 e 17 de setembro, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio e o Escritório da Fundação Ética Mundial no Brasil. (...)Seus trabalhos são reconhecidos internacionalmente no diálogo entre religião e literatura, tanto do ponto de vista da teologia como dos estudos literários. (...) Kuschel também é referência na área do diálogo inter-religioso entre judeus, cristãos e muçulmanos e na relação entre teologia e literatura. Ele defende um "ecumenismo abraâmico", em que "não se pode mais pensar isoladamente no bem da Igreja, da Sinagoga ou da Umma": é preciso ficar "atento, sem indiferença, ao destino dos demais 'irmãos'", afirma.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Bíblia e hermenêutica hoje

PELLETIER, Anne-Marie. Bíblia e hermenêutica hoje. Trad. Paula Silva Rodrigues. C. Silva. São Paulo: Loyola, 2006.

Anne-Marie Pelletier ensinou lingüística geral e literatura comparada na Universidade de Paris-X. Em 1989 publicou nos Analecta Bíblica, em Roma, uma tese intitulada Lectures du Cantique dês cantiques. De l´Énigme du sens aux figures du lecteur. Ensina atualmente na École Cathédrale de Paris e também na École Pratique dês Hautes Études.

Segundo a autora Anne-Marie Pelletier, a Bíblia não foi escrita e inscrita apenas em uma conjuntura histórica que explica seu sentido. Ela também se vê às voltas com a história que, posterior ao texto escrito, constitui a seqüência de suas releituras e de sua recepção. Nesse processo de interpretação incide também, de geração em geração, o sentido das Escrituras. Da mesma forma, o trabalho hermenêutico já se percebe, desta vez, na origem das palavras que lemos, nas releituras e revisões dos registros e da experiência que geraram, desde o Primeiro Testamento, o texto bíblico.

A grande chance de nosso momento atual é a de receber da hermenêutica filosófica e da lírica literária importantes contribuições para aclarar tais realidades — estas últimas, aliás, foram sensíveis às gerações antigas de leitores da Bíblia. Assim, na senda dos pensamentos ou práticas contemporâneas como as de H.-G. Gadamer, P. Ricoeur ou R.Alter, a exegese bíblica abre-se a dimensões negligenciadas da história e do sentido. Ali se encontram, no seio de nossa modernidade, as vias de acesso para uma “leitura integral” das Escrituras.