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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 31 de agosto de 2014

Terror do EI ameaça acabar com idioma de Jesus

Veja on-line (31/08/2014): Terror do EI ameaça acabar com idioma de Jesus Cristo: Não só os cristãos iraquianos estão correndo risco de vida. O aramaico falado por parte deles, uma das línguas vivas mais antigas do mundo, corre sério risco de desaparecer, vítima da insanidade irracional dos extremistas sunitas. >>> Leia mais, clique aqui.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dicionário do hebraico e aramaico bíblicos

Dicionário do hebraico e aramaico bíblicos

Pedro Ortiz

Editora Loyola

Sinopse: Este dicionário contém todo o vocabulário hebraico e aramaico da Bíblia, incluindo os fragmentos do Eclesiástico (Sirácida) que foram conservados. Na maioria dos casos, apresentam-se apenas as formas básicas, isto é, o estado absoluto singular dos substantivos, a forma masculina dos adjetivos e a forma Qal dos verbos.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Stone Vessel with 'Priestly Inscription' Uncovered In Jerusalem

Arutz Sheva (30/07/2009): Stone Vessel with 'Priestly Inscription' Uncovered In Jerusalem: A rare 2,000-year-old ritual vessel made of limestone and inscribed with 10 lines of text has been discovered in an excavation near the Zion Gate of the Old City of Jerusalem. It is an unprecedented find, according to Dr. Shimon Gibson, the archaeologist who heads the University of North Carolina team conducting the dig. >>> Leia mais, clique aqui.

terça-feira, 10 de março de 2009

Introductory Lessons in Aramaic (Eric Reymond)

Introductory Lessons in Aramaic (Eric Reymond): Estudo introdutório do aramaico de autoria de Eric Reymond da Universidade de Michigan, Ann Arbor, MI, USA.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Letters of Kings about Votive Offerings, The God of Israel and the Aramaic Document in Ezra 4:8-6:18

Journal of Hebrew Scriptures - Volume 8: Article 23 (2008)

Andrew E. Steinmann,

Letters of Kings about Votive Offerings, The God of Israel and the Aramaic Document in Ezra 4:8-6:18

Abstract: Building on Bill's Arnold's thesis that the presence of Aramaic in Ezra presents a shift in perspective to an external point of view, Joshua Berman has theorized that Ezra 4:8-6:18 presents a narrator who is speaking from a gentile point of view as opposed to a Judean voice for the Hebrew that precedes and follows this Aramaic section. However, Berman's thesis does not account for all of the narration in this Aramaic text. The narrative verses that link the individual letters in this section indicate that the controlling voice for the overall narration is pro-Judean. These verses employ the Judeo-centric language and demonstrate that the author had a Judean source for much of the information he presents. Moreover, the narrative that connects the letters demonstrates the narrator's knowledge of the Judean prophets, their names, patronymics and office as prophets (5:1; 6:14), revealing his Judean perspective. Ultimately, this narrator reveals his viewpoint by placing the command of God next to the decrees of Persian kings (6:14). Thus, Ezra 4:8-6:18 is a single literary creation, a document that is the result of an archival search and is designed to persuade the reader that the Judeans ought to be allowed to build in Jerusalem. The inclusion of this Aramaic document in Ezra is the author/editor's way of demonstrating that even under foreign dominance, the Judeans will ultimately prosper because their God controls the events of the narrative and speaks through pro-Judean narrators even in a foreign tongue.


quarta-feira, 16 de julho de 2008

Neologismo semântico na massorá tiberiense

Neologismo semântico na massorá tiberiense
Edson de Faria Francisco
Tese de Doutorado
Área de concentração:
Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)
Data de Defesa:
07/03/2008
Resumo: O trabalho meticuloso de preservação e de transmissão da Bíblia Hebraica elaborado pelos massoretas, no período medieval, recebe o nome de massorá. Tal designação técnica refere-se, especificamente, ao conjunto de anotações escrito nos códices massoréticos medievais de tradição tiberiense. Tais observações são também encontradas nas modernas edições críticas da Bíblia Hebraica e em algumas publicações de Bíblias rabínicas. As observações foram elaboradas e desenvolvidas por três tradições massoréticas distintas: a babilônica, a palestina e a tiberiense. A massorá de tradição tiberiense é aquela que se tornou definitiva e a mais estudada pelo mundo acadêmico. A massorá de tradição tiberiense é composta por itens terminológicos de procedência aramaica e hebraica. Os termos massoréticos foram usados de forma específica para indicar os vários aspectos do texto da Bíblia Hebraica, como questões relacionadas a consoantes, sinais vocálicos, acentos de cantilação, palavras, expressões, grafias, além de detalhes e observações gramaticais. Esse trabalho teve como objetivo principal a preservação e a transmissão completa do corpus das Sagradas Escrituras hebraicas. Devido a tal fato, esta tese é dedicada a dois objetivos principais: 1. Estudar e trazer contribuições sobre a realidade lingüística vivida pelos massoretas e seu trato das línguas hebraica e aramaica dentro da massorá. Esse estudo pretende verificar se a linguagem da massorá poderia constituir um jargão, uma gíria ou uma linguagem de especialidade. Além disso, o trabalho aborda, mesmo que brevemente, questões relacionadas à linguagem elíptica e sintetizada da massorá. 2. Seleção e análise de um conjunto de itens terminológicos massoréticos registrados no Códice de Leningrado: Firkowitch I. B19a (L), classificando-os de acordo com sua natureza semântica, como monossememia e polissememia e tipos de neologia semântica, como extensão, estreitamento, sinédoque etc. Em suma, uma classificação de possíveis situações de neologismos semânticos presentes na massorá tiberiense, como registrada no Códice L.

Veja mais:
Masora Parva Comparada

segunda-feira, 30 de junho de 2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A língua de Cristo luta contra a extinção

por Graziella Beting (jornalista e tradutora)

Foi declarado pelas Nações Unidas que 2008 é o Ano Internacional das Línguas. Há tempos, a diversidade lingüística é um assunto que preocupa especialistas, já que, ao longo das próximas gerações, estima-se que mais da metade das 7 mil línguas faladas no mundo corre o risco de desaparecer. Isso significa que uma língua some a cada 15 dias.

No mapa das línguas em risco está o aramaico, aquela que foi supostamente a língua materna de Jesus Cristo, hoje falada só na região de Maalula, perto de Damasco, na Síria. Uma das línguas com maior permanência na história, com mais de 3 mil anos, que chegou a se espalhar por todo o Oriente Médio, o aramaico tornou-se um dialeto local (que não é mais escrito), falado atualmente por cerca 1.800 moradores de Maalula, segundo dados da Unesco.

Diferentemente de línguas indígenas ou africanas, que provavelmente morrerão sem deixar registros, o aramaico é bastante estudado por lingüistas e historiadores. Mas isso não a torna uma língua viva. Para tanto, ela precisa ser praticada em seu local de origem. Em Maalula, onde 25% da população é muçulmana, foi inaugurada, no ano passado, uma escola que dá aulas de aramaico. A idéia é fazer com que as crianças da cidade aprendam a falar e escrever a língua que vem dando sinais de cansaço, na cidade onde, entretanto, a missa ainda é rezada na língua de Cristo.

Extraído de:
Revista História Viva, Notícias, em 28/05/2008.

Veja mais:

sábado, 3 de maio de 2008

Língua de Jesus luta para sobreviver em cantão sírio

Pequenas vilas que preservam o aramaico vêem a tradição ameaçada
Robert F. Worth
The New York Times

Elias Khoury ainda se lembra dos dias em que as pessoas mais velhas na vila próxima ao penhasco falavam apenas aramaico, a língua de Jesus. Malula, ligada à capital, Damasco, por um trajeto longo e esburacado de ônibus pelas montanhas, era quase inteiramente cristã, vestígio de um Oriente Médio mais velho e diverso que existiu antes da chegada do islamismo.

Agora Khoury, 65, cabelos grisalhos e doente, admite, com tristeza, ter esquecido a língua que falava com a própria mãe:

– Está desaparecendo. Muitas palavras em aramaico eu não uso mais e esqueci – disse, em árabe, sentado com a mulher em uma cama na casa de pau-a-pique em que cresceu.

Malula, junto com duas vilas menores vizinhas onde também se fala o aramaico, é ainda celebrada na Síria como uma ilha lingüística única. No Convento de São Sérgio e São Baco, em um morro acima da cidade, jovens garotas recitam o Pai Nosso em aramaico para os turistas, e livretos sobre a língua estão à venda em uma loja no centro da cidade.

Em extinção
Mas a "ilha" cresceu muito pouco ao longo dos anos, e alguns moradores dizem que têm medo de não durar. Os cristãos que falam aramaico já constituíram uma grande população espalhada pela Síria, Turquia e Iraque, mas foram desaparecendo devagar, alguns fugindo para o Ocidente, outros se convertendo ao islamismo. Nas últimas décadas, o processo acelerou, com vários cristãos iraquianos escapando da violência e do caos de seu país.

Yona Sabar, professor de línguas semíticas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, disse que hoje Malula e suas vilas vizinhas Jabadeen e Bakhaa representam "os últimos moicanos" do aramaico ocidental, língua que Jesus falava na Palestina há dois milênios.

Com suas casas antigas unidas de forma pitoresca próximas a uma rachadura surpreendente nas montanhas, Malula era distante de Damasco, capital da Síria, e a população local passava a vida na vila. Mas agora há poucos empregos, e os jovens vão para a capital buscar trabalho.

Mesmo se voltarem, estão menos propensos a falar em aramaico. Os ônibus para Damasco costumavam sair uma ou duas vezes por dia. Agora, saem a cada 15 minutos, e com estradas melhores, a viagem leva cerca de uma hora. O intercâmbio constante com a cidade grande, sem mencionar a televisão e a internet, acabou com o isolamento lingüístico de Malula.

– As gerações mais jovens perderam o interesse no aramaico – lamenta Khoury.

Sua neta Katya – 17 anos, olhos claros, vestindo jeans – ofereceu alguns exemplos da língua: awafih para olá, alloy a pelach a feethah para "Deus esteja convosco". A garota aprendeu aramaico em um novo curso em Malula, criado há 2 anos para manter a língua viva. Katya sabe algumas canções também, e começou a aprender a escrever – algo que nem mesmo seu pai chegou a fazer.

Khoury sorri com as palavras, mas lembra como em sua própria infância, há 60 anos, os professores batiam nos alunos que falassem aramaico na aula, reforçando a política de arabização do governo.

– Agora é o contrário – conta.

As famílias falam arábe em casa e aprendem aramaico no curso de línguas junto aos estrangeiros.

No cruzamento central da cidade, um grupo de jovens do lado de fora de um mercado pareceu confirmar a visão triste de Khoury.

– Falo um pouco de aramaico, mas dificilmente consigo entender – desabafa Fathi Mualem, 20.

John Francis, 20, conta que o "pai escreveu um livro sobre isso", mas quase não fala a língua.

Extraído de:
Jornal do Brasil, Internacional, em 03/05/2008.

Veja ainda:
Nas aldeias da Síria, a língua de Jesus tenta sobreviver à televisão e à Internet

Pai Nosso ecoa em vila muçulmana

Malula – entrada em aramaico – deriva de uma lenda que evoca a herança religiosa separada da cidade. Santa Takla, linda jovem que estudou com St. Paul, fugiu de casa onde hoje é a Turquia depois que os pais pagãos a maltrataram devido a sua fé cristã recém descoberta. Chegando a Malula, ela viu o caminho bloqueado por uma montanha. A jovem rezou, e as rochas se dividiram em duas, e um riacho brotou por debaixo de seus pés.

Hoje, os turistas andam pelo cânion estreito onde se acredita que a santa tenha passado, com rochas rosadas a 30 metros acima de uma trilha. Próximo dali, duas dúzias de freiras vivem no Convento de Santa Takla, dirigindo um pequeno orfanato.

– Ensinamos às crianças o Pai Nosso em aramaico – revela uma freira vestida de preto – Mas todo o resto é em árabe.

Há uma capela na montanha onde dizem que a Santa Takla viveu, com uma árvore crescendo horizontalmente pata fora do local.

Mas até mesmo a identidade cristã da cidade está desaparecendo. Os muçulmanos começaram a substituir os cristãos emigrantes, e agora Malula – que já fora inteiramente cristã – é quase metade muçulmana.

Extraído de:
Jornal do Brasil, Internacional, em 03/05/2008.

Veja ainda:
Nas aldeias da Síria, a língua de Jesus tenta sobreviver à televisão e à Internet


terça-feira, 22 de abril de 2008

Nas aldeias da Síria, a língua de Jesus tenta sobreviver à televisão e à Internet

Robert F. Worth
Em Malula, Síria

Elias Khoury ainda consegue se lembrar dos dias em que os velhos em sua aldeia em uma encosta falavam apenas aramaico, a língua de Jesus. Naquela época a aldeia, ligada à capital, Damasco, apenas por uma longa e sacolejante viagem de ônibus pelas montanhas, era quase inteiramente cristã, um vestígio de um Oriente Médio mais velho e mais diverso que existia antes da chegada do Islã.

Agora Khoury, 65 anos, grisalho e acamado, reconhece com tristeza que praticamente esqueceu a língua com que conversava com sua mãe.

"Está desaparecendo", ele disse em árabe, sentado com sua esposa em uma cama na casa de pau-a-pique onde cresceu. "Eu não uso muito do vocabulário aramaico, de forma que esqueci."

Malula, juntamente com duas aldeias vizinhas menores onde o aramaico também é falado, ainda é celebrada na Síria como uma ilha lingüística única. No Convento de São Sérgio, em uma colina acima da cidade, meninas recitam o Pai Nosso em aramaico para os turistas, e livretos sobre a língua são vendidos nas lojas de presentes no centro da cidade.

Mas a ilha se tornou menor com o passar dos anos, e alguns moradores locais dizem temer que não durará. Antes uma grande população que se estendia pela Síria, Turquia e Iraque, os cristãos de língua aramaica lentamente desapareceram, alguns fugindo para o Ocidente, alguns se convertendo ao Islã. Nas últimas décadas, o processo acelerou, com grandes números de cristãos iraquianos escapando da violência e do caos de seu país.

Yona Sabar, um professor de línguas semíticas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, disse que hoje, Malula e suas aldeias vizinhas, Jabadeen e Bakhaa, representam os "últimos dos moicanos" do aramaico ocidental, que era a língua que Jesus supostamente falava na Palestina há dois milênios.

Com suas casas antigas situadas em uma fenda dramática nas montanhas, Malula antes era remota de Damasco, a capital síria, e os moradores locais passavam suas vidas aqui. Mas agora há poucos empregos e os jovens tendem a se mudar para a cidade para trabalhar, disse Khoury.

Mesmo quando retornam, a probabilidade é menor de falarem aramaico. Os ônibus em Damasco costumavam partir uma ou duas vezes por dia; agora partem a cada 15 minutos, e com as melhores estradas a viagem leva cerca de uma hora. O intercâmbio constante com a cidade grande, sem contar a televisão e a Internet, minou a separação lingüística de Malula.

"As gerações mais jovens perderam o interesse" no aramaico, Khoury disse com tristeza.

Sua neta, uma jovem de 17 anos de olhos brilhantes e calça jeans azul chamada Katya, ofereceu algumas poucas amostras da língua: "Awafih" para olá, "alloy a pelach a feethah" para Deus esteja com você. Ela aprendeu aramaico principalmente em uma nova escola da língua em Malula, criada há dois anos para manter a língua viva. Ela também sabe algumas canções e começou a aprender a escrever -algo que seu avô nunca aprendeu.

Khoury sorri com as palavras, mas lembra de como em sua infância, há 60 anos, os professores batiam nos estudantes que empregavam o aramaico em sala de aula, aplicando a política do governo de "arabização".

"Agora é o contrário", ele disse. As famílias falam árabe em casa e mais provavelmente aprendem o aramaico no centro da língua, onde alguns estrangeiros também estudam.

No cruzamento central da cidade, um grupo de jovens em frente a um mercado parecia confirmar a visão pessimista de Khoury.

"Eu falo um pouco de aramaico, mas mal consigo entender", disse Fathi Mualem, 20 anos.

John Francis, 20 anos, disse: "Meu pai escreveu um livro a respeito, mas mal consigo falar". (Nomes que soam ocidentais são comuns entre os cristãos na Síria e no Líbano.)

Malula -"entrada" em aramaico- tira seu nome de uma lenda que evoca a herança religiosa separada da cidade. Santa Tecla, uma bela mulher jovem que estudou com São Paulo, teria fugido de sua casa onde atualmente é a Turquia após seus pais pagãos a perseguirem por causa de sua nova fé cristã. Ao chegar a Malula, ela encontrou seu caminho bloqueado por uma montanha. Ela rezou e as rochas se dividiram em duas, com um riacho fluindo sob seus pés.

Atualmente os turistas sobem e descem o desfiladeiro estreito por onde a santa teria fugido, com rochas de cor rosada se erguendo 30 metros acima de uma trilha bastante percorrida. Perto dali, duas dúzias de freiras vivem no Convento de Santa Tecla, cuidando de um pequeno orfanato. ("Nós ensinamos o Pai Nosso para as crianças em aramaico", disse uma freira vestida de preto, "mas tudo mais é em árabe".) Há um templo na encosta da montanha onde Santa Tecla teria vivido, com uma árvore crescendo horizontalmente a partir dali.

Mas até mesmo a identidade cristã da cidade está desaparecendo. Os muçulmanos começaram a ocupar o lugar dos cristãos que emigraram, e agora Malula -antes totalmente cristã- é quase metade muçulmana, disseram os moradores.

A herança lingüística de Malula provocou algum interesse após o lançamento do filme de 2004 de Mel Gibson, "A Paixão de Cristo", com sua mistura de diálogos em aramaico, latim e hebraico. Virtualmente todos na cidade parecem ter visto o filme, mas poucos disseram tê-lo entendido. Mas não foi culpa deles: ele incluía dialetos diferentes de aramaico e a pronúncia dos atores dificultava entender algo, disse Sabar, o professor de línguas semíticas.

O aramaico também mudou ao longo dos séculos, assumindo elementos do árabe sírio, disse Sabar.

Mas a maioria dos moradores de Malula acredita que a língua ancestral de sua cidade ainda é a mesma falada por Jesus, e que ele a falará quando voltar.

"Nossos pais e avós sempre falavam conosco nesta língua", disse Suhail Milani, um motorista de ônibus de 50 anos com rosto enrugado. "Eu espero que não desapareça."

Tradução: George El Khouri Andolfato

Extraído de:
NYT, em 22/04/2008.